- Os Estados Unidos anunciaram a retirada de 5.000 soldados da Alemanha em até um ano, como parte de redução da presença militar na Europa.
- O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que a medida deve estimular os países europeus a reforçar suas próprias defesas.
- A decisão ocorre após atritos entre Washington e Berlim sobre a condução do conflito no Oriente Médio, com críticas públicas entre Donald Trump e Friedrich Merz.
- Em dezembro do ano passado, havia 36.436 militares dos EUA na Alemanha; na Europa, o total era de 68 mil, sem contar forças em rotatividade.
- Na Europa, as Forças Armadas americanas operam a partir de 31 bases permanentes e têm acesso a mais 19 instalações; o Comando Europeu dos EUA coordena operações com a Otan.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que a retirada planejada de 5 mil soldados dos EUA da Alemanha, em até um ano, deve estimular a Europa a reforçar sua defesa. A posição foi anunciada após Washington tornar pública a decisão.
A medida ocorre em meio a atritos entre EUA e Alemanha sobre a condução do conflito no Oriente Médio, que envolveram o presidente Donald Trump e o premiê alemão Friedrich Merz. Ambos já haviam trocado demonstrações públicas de discordância.
Segundo Pistorius, a decisão dos EUA era aguardada e reforça a necessidade de a União Europeia assumir mais responsabilidades pela própria segurança. Ele citou o fortalecimento das forças armadas alemãs como parte desse movimento.
Contexto e números
Na Europa, as forças americanas estão distribuídas em 31 bases permanentes e 19 instalações com acesso do Departamento de Defesa, conforme dados de 2024. O Comando Europeu coordena operações com seis comandos conjuntos.
Dados de dezembro mostram que 36.436 militares dos EUA estavam em território alemão, sendo o maior contingente em solo europeu. Ao todo, havia 68 mil militares norte-americanos distribuídos pela Europa, excluindo tropas em rotação.
Repercussões e próximos passos
O Pentágono comunicou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, medida considerada a mais drástica até agora para reduzir a presença militar na região. Não há prazo definitivo para o encerramento, apenas o prazo de até 12 meses para a conclusão.
Pistorius destacou que a Alemanha já está reforçando suas capacidades, acelerando aquisições e ampliando infraestrutura militar. O objetivo, segundo ele, é que a Europa dependa menos dos EUA para sua própria defesa.
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