- O ex-general Hugo Carvajal Barrios, conhecido como “el Pollo”, já foi chefe da inteligência militar da Venezuela e, em 2025, se declarou culpado em tribunal federal por tráfico de drogas e narcoterrorismo.
- Em dezembro, ele enviou uma carta a Donald Trump acusando Maduro de conspirações que envolvem fraudar eleições nos Estados Unidos e colaborar com a gangue Tren de Aragua para introduzir criminosos, drogas e espiões no país.
- A carta sugere que Carvajal pode se tornar testemunha-chave contra Maduro, que aguarda julgamento por narcoterrorismo no Brooklyn; a CNN obteve uma cópia do documento.
- A audiência de sentença de Carvajal foi adiada; há indicações de que ele pode estar fechando um acordo de cooperação com as autoridades dos EUA, segundo o advogado Renato Stabile.
- Carvajal viveu no exílio na Espanha, foi extraditado para os EUA em 2023 e esteve sob sanções americanas desde 2008; participou do fluxo político venezuelano ao apoiar Guaidó.
O ex-chefe da inteligência venezuelana, Hugo Carvajal Barrios, conhecido como “el Pollo”, pode tornar-se testemunha-chave contra Nicolás Maduro. Em 2025, ele se declarou culpado nos EUA por narcotráfico e narcoterrorismo. A carta enviada a Donald Trump aponta cooperação futura.
A carta, divulgada pela CNN, afirma que Carvajal deseja reparar erros passados para proteger os EUA dos perigos observados ao longo de décadas no regime venezuelano. O documento não detalha eleições específicas mencionadas.
Segundo o texto, Maduro seria alvo de suposta conspiração ligada à fraude eleitoral e à cooperação com a gangue Tren de Aragua para introduzir criminosos e drogas nos EUA. As acusações alinham-se a investigações que ainda tramitam em Brooklyn.
Contexto processual
A sentença de Carvajal foi adiada recentemente, e não há data definitiva. O advogado Renato Stabile afirmou que a cooperação com autoridades dos EUA seria incomum para manter a sentença suspensa.
Carvajal está sob custódia federal, sem registro atual no BOP, o que sustenta a hipótese de acordo em andamento, segundo o defensor. O DOJ não comentou o caso nem a carta.
Trajetória do ex-general
Carvajal integrou a velha guarda do chavismo, chefiando a DCGIM. Ele rompeu com Maduro em 2019, apoiou Guaidó e busca refúgio na Espanha antes de ser extraditado para os EUA em 2023, onde permanece detido.
O ex-aliado de Chávez já foi alvo de sanções dos EUA em 2008 por suposto apoio a atividades ilícitas das FARC. Em 2020, Maduro passou a ser alvo de acusações semelhantes.
Repercussões e próximos passos
Ainda não há confirmação pública de cooperação entre Carvajal e procuradores. A Casa Branca não respondeu às perguntas sobre a carta, e Maduro nega envolvimento com tráfico de drogas.
Especialistas veem a carta como indício de potencial acordo, mas ressaltam que qualquer acordo depende de elementos de prova e de decisões judiciais. A CNN manteve contatos com as defesas para comentários.
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