- Dois ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila, da Flotilha Global Sumud, detidos na costa da Grécia na quinta-feira (30), chegaram a Israel para serem interrogados.
- O ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi levado para território israelense, sendo descrito pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel como um dos líderes da Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA).
- O governo israelense afirma que Ávila, que trabalha com a PCPA, é suspeito de atividades ilegais e será transferido para interrogatório.
- Cerca de 175 ativistas foram detidos em aproximadamente vinte barcos da flotilha, que visava quebrar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza; as ações ocorreram em águas internacionais perto de Creta.
- Israel liberou a maioria dos ativistas na Grécia, exceto Ávila e Abu Keshek; a Espanha pediu a libertação imediata de Abu Keshek e informou que fornecerá proteção diplomática quando ele chegar a Israel, com visitas consulares permitidas.
Dois ativistas detidos na costa da Grécia chegaram a Israel para serem interrogados, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel. Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol, estavam detidos na quinta-feira (30) em águas internacionais perto de Creta. A transferência ocorreu neste sábado (2).
Ávila é apontado como um dos principais organizadores da flotilha e, segundo Israel, trabalha com a Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA). Keshek é descrito pelo ministério como líder da PCPA, acusada pelos EUA e por Israel de ter ligações com o Hamas.
Interrogatórios em Israel
Cerca de 175 ativistas foram detidos em cerca de 20 barcos da flotilha, que tentava quebrar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza. A operação israelense foi descrita como pacífica, ocorrendo a centenas de quilômetros de Gaza, na região de Creta.
As autoridades israelenses libertaram a maior parte dos ativistas na Grécia após acordo com autoridades gregas, exceto Ávila e Keshek. A Espanha pediu a libertação imediata de Keshek e informou que manteria contato com autoridades israelenses e gregas.
Contexto diplomático
Ambos os ativistas terão direito a visitas consulares. O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que eles serão transferidos para interrogatório no país. O governo espanhol afirmou atuar para assegurar proteção de Keshek assim que possível chegar a território israelense.
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