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Israel prende brasileiro Thiago Ávila, pró-Palestina que viajou com Greta

Brasil e Espanha classificam a detenção de Thiago Ávila e Saif Abukeshek em águas internacionais como sequestro por Israel, após interceptação da flotilha Global Sumud

Greta Thunberg, ao lado do brasileiro Thiago Ávila, logo antes de partir com flotilha rumo a Gaza em agosto de 2025. (Foto: EFE)
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  • Brasileiro Thiago Ávila foi detido por autoridades israelenses durante a flotilha Global Sumud rumo a Gaza; ele foi levado para território israelense após abordagem da Marinha.
  • A interceptação ocorreu em águas internacionais próximas à Grécia; o grupo tinha 58 barcos com a finalidade de levar ajuda humanitária a Gaza.
  • Ao todo, 22 barcos foram abordados e inutilizados; cerca de 175 ativistas foram detidos em um navio militar israelense e liberados na ilha de Creta; Ávila e Saif Abukeshek ficaram sem liberação imediata.
  • Horas depois, doze ativistas que seguiam à deriva no Mediterrâneo foram resgatados pela ONG Open Arms.
  • Brasil e Espanha classificaram o episódio como sequestro, condenando a ação de Israel; entre os brasileiros na flotilha estavam Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.

O brasileiro Thiago Ávila, ativista conhecido por ações pró-palestina, foi detido por Israel durante uma operação de interceptação de uma flotilha rumo a Gaza. Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek foram levados para interrogatório pelas autoridades israelenses após a abordagem da Marinha a bordo da Flotilha Global Sumud.

A interceptação ocorreu em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na quinta-feira (30). O grupo, composto por 58 barcos, declarava levar ajuda humanitária a Gaza. Vinte e dois barcos foram abordados e inutilizados, e cerca de 175 ativistas foram detidos a bordo de um navio militar israelense e posteriormente liberados na ilha de Creta.

Ávila e Abukeshek foram os únicos a não receberem liberação imediata. Horas depois, doze ativistas que seguiam na flotilha, e que estavam à deriva no Mediterrâneo, foram resgatados pela ONG Open Arms. Greta Thunberg não participou desta edição da flotilha.

Posição dos governos

Brasil e Espanha classificaram o ocorrido como sequestro em nota conjunta, criticando a atuação israelense. A comunicação aponta que os cidadãos estavam em embarcações da flotilha quando foram interceptados na região da Grécia e não liberados na sequência, desembarcando apenas na ilha de Creta.

Ao todo, a flotilha Global Sumud contava com quatro brasileiros. Além de Ávila, também participaram Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. As informações indicam que o grupo pretendia entregar ajuda humanitária a Gaza, em desacordo com políticas de bloqueio na região.

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