- A Otan busca entender os detalhes da decisão dos Estados Unidos de retirar 5 mil militares da Alemanha, com o recuo previsto para ocorrer entre seis e doze meses.
- O governo alemão chamou a medida de “antecipada” e disse que reforça a necessidade da Europa investir mais na própria defesa.
- Segundo autoridades americanas, pode haver retirada de uma brigada de combate e cancelamento de um batalhão de artilharia de longo alcance; outros contingentes podem ser impactados. Na Alemanha, cera aproximadamente 40 mil tropas dos EUA.
- A Otan afirmou que está trabalhando para entender a decisão de posição de forças na Alemanha, sugerindo coordenação limitada com aliados europeus.
- O anúncio ocorre em meio a tensões com o Irã e a queda de braço sobre venda de armamentos, com o bloco europeu cobrando maior autonomia na defesa e a prioridade de recompor estoques militares nos EUA.
A NATO pediu para “entender os detalhes” da decisão dos EUA de retirar 5 mil soldados da Alemanha, em meio a uma crise entre Washington e Berlim. O Pentágono informou que a retirada deve ocorrer nos próximos seis a doze meses.
O governo alemão minimizou a medida, tratando-a como prevista e como um lembrete de que a Europa precisa investir mais em defesa. O anúncio ocorre após críticas do chanceler Fritz Merz à condução dos assuntos com o Irã e às negociações com Teerã.
A NATO, por meio da porta-voz Allison Hart, disse estar trabalhando com os EUA para esclarecer os detalhes da mudança na postura de forças na Alemanha. A declaração sugeriu ato unilateral sem coordenação ampla com aliados europeus.
Reação europeia e implicações
O porta-voz do Ministério da Defesa alemão afirmou que a retirada prevista de bases na Alemanha demonstra a necessidade de fortalecer o pilar europeu na Otan. Estima-se que haja atualmente cerca de 40 mil tropas americanas na Alemanha.
Segundo autoridades norte-americanas, uma brigada de combate já implantada no país pode ser retirada, com a possível cancelamento de um batalhão de artilharia de longo alcance e outras tropas podem ser envolvidas. Em geral, o número total de militares permanentes na Europa é de 68 mil.
Pelo lado americano, a retirada pode contrapor o Congresso, que determinou que o contingente europeu não deve cair abaixo de 76 mil. A exigência foi criada após a retirada de uma brigada da Romênia no ano anterior, com cobrança de avaliação rigorosa antes de mudanças significativas na estrutura de guerra.
Perspectivas e tensões
Capitais europeias demonstram preocupação com atrasos na entrega de equipamentos prometidos pelos EUA a aliados, com foco na reposição de estoques usados na disputa com o Irã. O Departamento de Estado dos EUA informou a aprovação de mais de 8,6 bilhões de dólares em vendas militares a Israel, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Enquanto isso, Merz ofereceu o uso de mineros alemães para abrir o estreito de Hormuz, desde que haja cessar-fogo permanente e mandato da ONU ou da UE. Em entrevista à Der Spiegel, Merz disse que busca manter boa relação pessoal com Trump, embora discorde de alguns aspectos.
As negociações para encerrar o conflito no Irã seguem sem avanço claro, com Trump manifestando insatisfação com propostas iranianas. A imprensa relata ainda tensões adicionais na região, incluindo ações militares de Israel no Leste do Líbano.
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