- A Otan trabalha com os EUA para entender os detalhes da decisão de retirar 5.000 soldados da Alemanha, durante um período de seis a doze meses.
- A medida foi ordenada por Donald Trump, em meio a tensões diplomáticas com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
- A porta-voz da Otan, Allison Hart, disse que a aliança está buscando os detalhes da postura de força na Alemanha.
- A Alemanha chamou a retirada de antecipada e destacou a necessidade de a Europa investir mais em defesa, mantendo o objetivo de 5 por cento do PIB nesse setor.
- Autoridades dos EUA teriam sugerido a retirada de uma brigada de combate já implantada na Alemanha e o cancelamento do desdobramento de um batalhão de artilharia de longo alcance.
A Otan trabalha com os Estados Unidos para entender os detalhes da decisão de retirar 5.000 soldados da Alemanha. O movimento foi ordenado por Donald Trump durante tensões com o chanceler alemão Friedrich Merz. A retirada deverá ocorrer em um período de 6 a 12 meses, segundo o Pentágono.
A porta-voz da Otan, Allison Hart, afirmou que a aliança está colaborando para compreender a postura de força na Alemanha. O governo alemão minimizou a medida, descrevendo-a como antecipada e lembrando a Europa da necessidade de investir mais em defesa.
Dados iniciais apontam que uma brigada de combate pode ser retirada e o desdobramento de um batalhão de artilharia pode ser cancelado. Estima-se que hoje haja cerca de 40 mil militares dos EUA no território alemão, com o total de ativos na Europa em torno de 68 mil, segundo fontes norte-americanas.
Tensões entre Trump e Merz
Na semana anterior, Merz afirmou que os EUA estavam sendo humilhados por líderes estrangeiros, o que gerou resposta de Trump. O presidente mencionou a possibilidade de retirada de tropas durante o episódio diplomático.
A tensão transatlântica também envolve divergências sobre atuação na região do Irã. A Otan tem discutido como encorajar a Europa a sustentar a defesa comum, especialmente diante de pressões regionais e de mudanças na postura de base dos EUA na Europa.
Situação internacional e impactos
Esforços para encerrar o conflito no Irã encontraram entraves após a visão de que uma proposta poderia suspender bloqueios de Ormuz. O Irã demonstrou disposição de flexibilizar algumas condições para negociações, conforme relatos de veículos de imprensa. Não houve anúncio de nova rodada de negociações ainda.
Ataques aéreos na região do Líbano se intensificaram, com ações contra alvos do Hezbollah e danos a infraestrutura. Fontes oficiais mencionaram perdas civis em áreas próximas aos confrontos, enquanto a comunidade internacional busca canais para reduzir a escalada.
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