- Mais de vinte mil pessoas participam de uma rave instalada ilegalmente em um campo de tiro do Exército francês próximo a Bourges, em uma área militar classificada como muito perigosa.
- A festa ocorre no complexo de Cornusse, organizada sem autorização, e os organizadores estimam que o público pode chegar a trinta mil no auge.
- Moradores relatam barulho intenso e passagem constante de jovens por áreas proibidas; moradores também mencionam tiros e testes de armamento na região.
- O principal risco envolve munições enterradas da Segunda Guerra Mundial, com autoridades alertando para o perigo de explosões caso participantes manipulem fragmentos.
- Cerca de seiscentos policiais atuam em quatorze pontos de controle ao redor do local; a prefeitura destaca que os bosques servem como banheiros improvisados e são áreas de alto risco por resíduos explosivos.
Mais de 20 mil pessoas participaram de uma rave gerida de forma irregular em um campo de tiro do Exército francês, próximo a Bourges, no Cher. O evento, descrito como uma free party, ocorreu sem autorização oficial e se instala em uma área militar classificada como extremamente perigosa. A estrutura militar de Cornusse serve de cenário para o teknival, que desafia leis locais e medidas de segurança.
Moradores locais relatam impacto sonoro intenso e fluxo constante de jovens atravessando áreas proibidas. Em Bengy, uma moradora disse que as batidas derrubam paredes e que moradores não podem acessar áreas próximas nem caminhar com cães, enquanto helicópitos de ataques e testes de armamento ocorrem na região.
Autoridades locais destacam o risco existente sob o solo. O prefeito de Cornusse, Édith Raquin, afirmou que houve convivência relativamente tranquila, apesar do barulho, mas ressaltou a presença de munições enterradas. Em paralelo, o prefeito Philippe Le Moing Surzur advertiu sobre a possibilidade de explosões de artefatos da Segunda Guerra Mundial.
Denis Durand, prefeito de Bengy, lembrou que o campo de tiro foi criado em 1917, durante a Primeira Guerra. Segundo ele, o terreno abriga histórico de testes militares, o que aumenta o potencial de perigos. Cerca de 600 policiais militares operam em 14 pontos de controle ao redor da área.
Autuações já foram registradas por posse de drogas e infrações de trânsito, conforme a prefeitura. Além disso, bosques usados como banheiros improvisados são apontados como áreas de alto risco devido a resíduos explosivos. Estima-se que o público atinja o pico de 30 mil pessoas durante o evento.
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