- A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, foi transferida da prisão para um hospital após agravamento de seu estado de saúde.
- Mohammadi, 53 anos, desmaiou duas vezes na prisão de Zanjan, no noroeste do Irã, o que levou à transferência para atendimento médico.
- A Fundação Narges Mohammadi afirmou que médicos da prisão consideraram o quadro não passível de tratamento no local, mesmo com recomendações de uma equipe especializada em Teerã.
- A família relata piora da saúde na prisão e aponta possível agressão em dezembro, com golpes na cabeça, pescoço e costelas; o governo iraniano não comentou o caso.
- Em fevereiro, Mohammadi foi condenada a mais de sete anos de prisão em veículo de crimes como reunião e conluio para cometer crimes e propaganda contra o governo.
Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, foi transferida da prisão para o hospital após o agravamento de seu estado de saúde. A ONG Fundação Narges Mohammadi informou que ela perdeu a consciência duas vezes na prisão de Zanjan, no noroeste do Irã, na sexta-feira (25 abr 2026).
Segundo a fundação, a transferência ocorreu porque médicos da prisão concluíram que a paciente não poderia ser tratada no local, apesar de recomendações de uma equipe especializada em Teerã. A mudança de ambiente visa atender às necessidades médicas emergentes.
Contexto e histórico médico
Advogados que visitaram Mohammadi dias após o episódio destacaram que ela teve um ataque cardíaco no fim de março. A ativista parecia pálida e fraca, necessitando de ajuda de enfermagem para caminhar.
A família informou, em fevereiro, que o estado de saúde dela vinha se deteriorando na prisão. Eles apontaram suspeita de agressão ocorrida em dezembro, com golpes na cabeça, pescoço e costelas, como parte do ambiente prisional.
Processo e histórico de prisão
Mohammadi recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 por sua atuação pelos direitos das mulheres no Irã. Ela foi presa em dezembro de 2025, durante uma cerimônia em Mashhad.
Em fevereiro, a Justiça iraniana a condenou a mais de 7 anos de prisão. O advogado informou que 6 anos referem-se a reunião e conluio para cometer crimes, e 1,5 ano pela acusação de propaganda contra o governo.
A ativista já havia sido presa diversas vezes por suas atividades políticas e de direitos humanos, com a sequência mais recente iniciando em novembro de 2021. Em dezembro de 2024, recebeu licença médica temporária diante do agravamento do quadro de saúde.
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