- O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, pediu que venezuelanos no exterior “superem, perdoem e voltem”, discurso feito em Miranda que teve poucos eco na diáspora de cerca de sete milhões e oitocentos mil pessoas.
- A Colômbia é o principal destino da diáspora venezuelana, com cerca de 2,8 milhões de venezuelanos, seguidos por Peru e Estados Unidos; alguns exilados rejeitam o retorno.
- Expatriados ouvidos pela CNN dizem que voltariam apenas com mudanças políticas significativas, incluindo eleições e novo governo; muitos não se veem retornando sob o atual cenário.
- O governo tem realizado visitas com o lema “Venezuela voa livre” e prometido aliviar sanções e promover desenvolvimento econômico; autoridades afirmam que houve suspensão de dezoito das 1.861 sanções existentes.
- O salário mínimo integral no país passou de US$ 190 para cerca de US$ 240 mensais; analistas alertam que os efeitos de medidas como a redução de sanções podem levar tempo para se refletir na economia.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, pediu que venezuelanos no exterior superem ressentimentos, perdoem e retornem ao país. A fala ocorreu durante ato em Miranda, com aplausos de parte do público, mas não obteve adesão maciça entre a diáspora, que soma cerca de 7,8 milhões.
Quem está envolvido: Rodríguez, figura do PSUV, e movimentos sociais presentes na sede da Universidade Santa María. A mensagem foi repetida pela imprensa local como parte de uma orientação oficial para a diáspora.
Quando e onde aconteceu: o apelo ocorreu na última quarta-feira, durante ato em estado de Miranda, na Venezuela. A iniciativa integra uma frente de turismo político chamada Venezuela voa livre, com visitas a estados venezuelanos.
Por que é relevante: a tentativa visa amenizar tensões com venezuelanos que emigraram em busca de melhores condições econômicas e políticas, destacando o desejo de reconciliação do governo. A comunicação acontece em contexto de sanções internacionais e promessas de recuperação econômica.
Mudança de tema: apelo à união e perspectivas econômicas
Nos últimos dias, a presidente interina, o presidente da Assembleia e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, intensificaram visitas a estados sob o lema Venezuela voa livre, defendendo união nacional e o levantamento de sanções.
Eles afirmam que o país tem tomado rumo econômico diferente e apontam sinais de redinamização econômica, citando a suspensão parcial de algumas sanções como passo inicial. A leitura é de melhoria gradual, sem revelar impactos imediatos.
Situação dos venezuelanos no exterior
Rafael Pérez vive na Colômbia há 10 anos, segundo a Migração Colômbia, que aponta 2,8 milhões de venezuelanos nesse país. Pérez afirma que a qualidade de vida não mudou para quem ficou para trás, com problemas como queda de energia diária.
Pereira também critica o tom das declarações oficiais, considerando-o pouco convincente diante das dificuldades vividas por quem emigrou. Outros venezuelanos ouvidos em Buenos Aires, Quito e outras cidades repetem a dificuldade de retorno até mudanças políticas efetivas.
Impacto econômico interno
Antes do Dia Internacional do Trabalho, a Venezuela anunciou aumento do salário mínimo de 190 para cerca de 240 dólares, aproximando-se de 1,2 mil reais. Analistas destacam que medidas como redução de sanções podem ajudar, mas efeitos são esperados a médio prazo, diante da inflação.
Em meio a promessas de investimentos, muitos venezuelanos no exterior afirmam que não houve melhoria substancial em sua vida diária. Eles destacam a necessidade de mudanças políticas e liberação de presos, como condições para considerar o retorno.
Contexto e perspectivas
Ao longo de entrevistas, muitos migrantes destacam que o retorno depende de eleições e de um novo governo, não apenas de anúncios de restauração econômica. A diáspora continua buscando liberdade e estabilidade, antes de qualquer decisão sobre retorno.
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