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Ajuda de países ricos aos pobres cai 28% em dois anos

Ajuda de países ricos aos pobres cai 28% entre 2023 e 2025; EUA recuam 56% com Trump, Alemanha assume liderança entre doadores, aponta OCDE

As doações de países ricos para os pobres caiu 2 anos seguidos, em 2024 e 2025
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  • A ajuda de países ricos aos pobres caiu 28% entre 2023 e 2025, segundo a OCDE.
  • Em 2025, o total da assistência do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE foi de US$ 174 bilhões.
  • A redução foi de 23% de 2024 para 2025, já que houve queda de 6% de 2023 para 2024.
  • Os Estados Unidos tiveram a maior queda, com recuo de 56% em 2025, para US$ 28 bilhões, abrindo espaço para a Alemanha ocupar o primeiro lugar.
  • O G7 discutiu maior eficiência na ajuda e evitar redundância de programas; a França preside o grupo, com a próxima cúpula prevista em Evian, de 15 a 17 de junho.

A ajuda internacional destinada aos países de baixa renda caiu 28% entre 2023 e 2025, segundo dados preliminares da OCDE. O aporte realizado pelos países integrantes do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento somou 174 bilhões de dólares em 2025, ante 2023, ajustado pela inflação.

Os números mostram uma redução de 23% na comparação entre 2024 e 2025, com o recuo acumulado de 2023 para 2025 chegando a 28%. O relatório da OCDE aponta queda real mesmo com o aumento em termos nominais de alguns anos.

Os Estados Unidos responderam pela maior parte da queda em 2025. A assistência externa do país caiu 56% em relação a 2024, chegando a 28 bilhões de dólares, abrindo espaço para a Alemanha subir para a liderança do ranking de doadores no 2025. Desenvolvimento passou a ser tema de debate estratégico entre as maiores economias.

Paralelamente, ministros do G7 se reuniram em Paris nos dias 29 e 30 de abril de 2026 para discutir eficiência da ajuda ao desenvolvimento. A declaração conjunta enfatizou a necessidade de aumentar o impacto, evitando redundância de programas entre regiões.

Segundo a ministra francesa Eleonore Caroit, responsável pela ajuda internacional, o objetivo não é retornar ao patamar de doações de décadas anteriores. A dirigente ressaltou a busca por maior efetividade dos programas, com foco em resultados verificáveis e coordenação entre ações.

A França ocupa a presidência do G7 e planeja uma cúpula de chefes de Estado entre 15 e 17 de junho, em Evian. Entre os temas, estão desafios econômicos globais, investimentos privados, protecionismo e a coordenação de ações de ajuda ao desenvolvimento.

O conjunto de dados e declarações reforça a percepção de que a agenda de cooperação internacional encara mudanças de desenho institucional e de prioridades, com maior ênfase na eficiência e na coordenação regional. As discussões continuam, com resultados a serem avaliados nos próximos meses.

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