- Thiago Ávila, um dos líderes da Flotilha para Gaza, compareceu a um tribunal em Ashkelon, após ser interceptado por forças israelenses.
- Ávila relatou aos advogados ter sido submetido a extrema brutalidade, arrastado pelo chão e espancado a ponto de desmaiar duas vezes, segundo a Adalah.
- O ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido e, segundo a Adalah, ficou isolado com os olhos vendados desde a apreensão.
- A flotilha, com mais de cinquenta embarcações, partiu da França, Espanha e Itália para romper o bloqueio a Gaza e foi interceptada em águas internacionais próximas à Grécia.
- Israel afirma que ambos os ativistas são afiliados à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, organização sancionada pelo Tesouro dos Estados Unidos; Espanha criticou a detenção de Abu Keshek.
Um dos líderes da flotilha para Gaza, Thiago Ávila, compareceu neste domingo a um tribunal em Ashkelon, Israel, onde foi interrogado após ser levado pelas forças israelenses. O acompanhamento foi feito pela imprensa, segundo o jornal The Guardian.
Ávila relatou, aos advogados, ter sido submetido a brutalidade durante a abordagem das forças. A coordenação de defesa internacional do grupo Adalah informou que ele teria sido arrastado pelo chão, com desmaios ocorridos durante a detenção.
Junto com o brasileiro, o espanhol Saif Abu Keshek também foi preso. A Adalah afirmou que ambos passaram por isolamento e tiveram os olhos vendados desde a apreensão. O grupo descreveu abusos durante a prisão.
Detenção e andamento legal
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que ambos os ativistas são afiliados a uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA). A autoridade apontou ligações com o Hamas.
O governo israelense indicou que Abu Keshek é membro relevante da PCPA e que Ávila também possuía relações com a organização, além de suspeitas de atividades ilegais. A Espanha afirmou que condena a detenção de Abu Keshek e rejeita as acusações.
Contexto da operação
A flotilha partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense e levar suprimentos a Gaza. A interceptação ocorreu em águas internacionais, a mais de mil quilômetros de Gaza, segundo organizadores. Equipamentos teriam sido destruídos, conforme relato da flotilha.
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