- O presidente Donald Trump ampliou sanções contra Cuba e ameaçou usar a marinha norte‑americana, reforçando o bloqueio de petróleo e aumentando a pressão sobre a ilha.
- A economia cubana, já fragilizada, tem sido afetada pelo bloqueio; aeronaves sem combustível e restrições afetaram o fluxo turístico e o setor de serviços.
- Em março, Cubá registrou apenas 35.561 visitantes, com muitos viajando para visitar familiares; especialistas estimam que turistas de lazer fiquem entre 20 mil e 25 mil, bem abaixo de 170 mil–180 mil esperados em março de 2025.
- Companhias aéreas de Canadá, Espanha e Rússia retiraram operações devido à falta de combustível, contribuindo para hotéis e atrações ficarem mais vazios.
- Ainda assim, alguns turistas permanecem chegando a Havana, com relatos de visitantes de países como Alemanha, que continuam a planejar viagens, apesar das dificuldades e avisos de viagem.
O turismo cubano continua atingido por pressões dos EUA, mesmo com um leve fluxo de visitantes. Em Havana, Leslie Simon e Marc Bender chegaram para uma estadia de 10 dias e passaram pela Polícia de fronteira apesar das tensões políticas. A viagem ocorre em meio a ameaças de ação militar de Washington contra Cuba.
Os dois aposentados de Los Angeles chegaram pela rota de Miami com credenciais de protesto e mostraram uma visão crítica sobre a história dos EUA. Em Cuba, afirmam ter interesse no país e no que oferece aos visitantes, apesar do clima de instabilidade. O contexto geopolítico envolve sanções que afetam diversos setores.
Na prática, o fluxo de turistas diminuiu significativamente desde o endurecimento das medidas, com a indústria cobrindo grandes perdas. Houve relatos de companhias aéreas retirando voos e pacotes turísticos sendo cancelados ou reduzidos. Em março, o país registrou quedas expressivas no turismo, com quedas que afetam milhares de empregos.
Impacto na indústria do turismo
Ainda assim, alguns visitantes persistem. Grupos de turistas europeus passaram a explorar mercados locais e feiras de produtores, apesar das dificuldades logísticas. Profissionais do setor avaliam que o turismo é um dos pilares econômicos, mas depende de condições políticas estáveis para se recuperar.
Entre os viajantes, há avaliações mistas sobre a experiência no país. Alguns reconhecem atrações culturais e a hospitalidade local, enquanto outros ressaltam restrições de viagem e dificuldades de abastecimento. A situação econômica cubana permanece conectada às decisões do governo americano.
O caso de Simon e Bender ilustra o paradoxo: turistas buscam Cuba pela oferta cultural, mas as sanções elevam o custo e o risco de viagem. Em Havana, operadores de turismo procuram adaptar roteiros para manter visitantes ao longo do ano.
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