- Esposa de Thiago Ávila afirma que ele foi agredido durante detenção por forças israelenses após a interceptação de uma flotilha humanitária em águas internacionais.
- Lara Souza diz que o ativista apresenta ferimentos pelo corpo e no rosto; golpes na cabeça teriam causado perda temporária da visão, recuperada pouco antes de encontro com a advogada no sábado.
- Prisão foi prorrogada por decisão judicial e há nova audiência marcada para terça-feira ao meio‑dia, no horário local; Ávila responde a cinco acusações, incluindo associação com terrorismo e colaboração com inimigo em contexto de guerra.
- Defesa nega as acusações, afirma que não foram apresentados elementos concretos e contesta a legalidade da interceptação, apontando falta de transparência sobre critérios e prazo para libertação.
- Ávila e Saif Abu Keshek (coordenador espanhol-palestino) iniciaram greve de fome; a flotilha, com mais de cinquenta embarcações, foi interceptada na madrugada de quinta-feira em frente à costa da Grécia, e 175 ativistas foram detidos; Brasil e Espanha condenaram a operação e exigiram libertação.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido após a interceptação de uma flotilha humanitária em águas internacionais, relata agressões físicas e violência psicológica durante a detenção. A informação foi repassada pela esposa dele, Lara Souza, ao Correio.
Segundo Lara, Ávila apresenta ferimentos pelo corpo e no rosto. Os golpes na cabeça teriam causado perda temporária de visão, recuperada pouco antes de um encontro com a advogada, no sábado (2/5). Ela afirmou que o atendimento médico foi inadequado, mesmo com a atuação da diplomacia brasileira.
A filha da denúncia é a prorrogação da prisão por decisão judicial. Uma nova audiência está marcada para terça-feira (5/5), ao meio-dia, no horário local. Ávila responde a cinco suspeitas, incluindo associação com o terrorismo e cooperação com o inimigo em contexto de guerra.
Desdobramentos legais
A defesa nega as acusações e diz não haver elementos concretos que sustenten o caso. Os advogados classificam a detenção como interrogatório sem base legal e contestam a interceptação ocorrida em águas internacionais. A defesa afirma falta de transparência sobre critérios e prazo de libertação.
Ávila e o coordenador espanhol-palestino Saif Abu Keshek iniciaram greve de fome na última quarta, protestando contra as condições da detenção. A operação, que interceptou a flotilha composta por mais de 50 embarcações, resultou na detenção de 175 ativistas, segundo as autoridades israelenses.
Repercussões diplomáticas
O governo brasileiro e o governo espanhol condenaram a operação em nota conjunta, classificando a interceptação como irregular por ocorrer fora da jurisdição de Israel. Ambos os países exigem a libertação imediata dos detidos e o retorno seguro dos cidadãos.
O Itamaraty afirmou que a missão tinha caráter humanitário, com o objetivo de levar suprimentos à população civil da Faixa de Gaza. A nota ressalta o ritmo de comunicação com autoridades israelenses e a demanda por transparência no processo.
Com informações da AFP, a cobertura segue os desdobramentos da situação e das medidas diplomáticas adotadas pelos países envolvidos.
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