- Exposição em Dublin, no museu de imigração EPIC, usa a frase “No Irish need apply” como título para mostrar como foi a vida de irlandeses que emigraram para a Inglaterra nos últimos 200 anos.
- Hoje, cerca de 500 mil pessoas nascidas na Irlanda vivem na Inglaterra; milhares migraram ao longo de séculos.
- O número de irlandeses na Inglaterra atingiu o pico de aproximadamente 900 mil na década de 1970, com grandes fluxos nas décadas de 1950 e depois.
- Entre os séculos XIX e XX, os irlandeses na Inglaterra eram, em média, 50% mais pobres que os ingleses, segundo a pesquisa da exposição.
- O estudo da London School of Economics analisou mais de 500 mil sobrenomes do censo de 1911 para acompanhar bem‑estar econômico e social de imigrantes irlandeses e de suas gerações nascidas na Inglaterra.
No Irish need apply é o título de uma nova mostra no museu de imigração EPIC, em Dublin, que analisa as condições vividas por irlandeses que emigraram para a Inglaterra nos últimos 200 anos. A exposição utiliza registros vitais para traçar mortalidade infantil e expectativa de vida, buscando entender padrões de bem-estar ao longo das gerações.
Segundo pesquisadores, hoje cerca de 500 mil irlandeses nascidos vivem na Inglaterra, com ondas migratórias históricas ao longo de séculos. A mostra revela que a população irlandesa alcançou pico de aproximadamente 900 mil nos anos 1970, impulsionada por migração em massa nos anos 1950.
O estudo, realizado com base no Censo de 1911 e mais de 500 mil sobrenomes, indica que irlandeses com menos renda e menor escolaridade enfrentaram discriminação no mercado de trabalho, contribuindo para uma diferença persistente de renda entre comunidades durante 150 anos.
Panorama histórico
Antes da fome de 1845, mais de 400 mil irlandeses nasceram na Inglaterra, número que cresceu significativamente nas décadas seguintes. Desde os anos 1930, o eixo migração Inglaterra-Irlanda se manteve relevante, com grandes entradas nos períodos de 1940-1950 e na recessão irlandesa dos anos 1980.
Mudanças recentes
Especialistas destacam que, nas últimas três décadas, houve melhoria: migração é hoje composta majoritariamente por profissionais qualificados. Muitos deslocamentos ocorrem por trabalho, com melhoria de condições e integração mais ampla no país de destino.
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