- Tierney M. Thys, bióloga marinha, morreu em março aos 59 anos; foi pesquisadora, cineasta, editora científica e Exploradora Nacional Geographic.
- Focou no estudo do peixe-sina Mola mola, acompanhando movimentos e padrões de mergulho com etiquetas via satélite a partir de 2000, em várias regiões oceânicas.
- Atuou na Sea Studios Foundation, em Monterey, como editora científica sênior e diretora de pesquisa, contribuindo para séries como Strange Days on Planet Earth e The Shape of Life.
- Defendia que ciência e comunicação são Complementares, usando narrativa para tornar ecologia complexa mais acessível e estimular ações públicas; fez palestras, inclusive no TED.
- Também criou o projeto Around the World in 80 Fabrics, promovendo têxteis sustentáveis e mostrando como sistemas humanos se conectam a ecossistemas marinhos.
Tierney M. Thys, biomarinha e defensora dos oceanos, faleceu em março aos 59 anos. A notícia chega como perda de uma pesquisadora que transitava entre ciência, cinema e ativismo, sempre buscando aproximar o público da vida marinha.
A carreira de Thys conectou biologia, engenharia e comunicação. Formada em biologia, atuou em laboratórios e projetos que combinaram pesquisa com divulgação pública, ampliando o alcance de conteúdos ecológicos.
Sua curiosidade começou na Califórnia, passou pela vida acadêmica e levou-a a colaborar com Sylvia Earle e Graham Hawkes no desenvolvimento de tecnologias subaquáticas. Dois caminhos: pesquisa e inovação.
A vida científica de Thys ganhou foco no sunfish, o Mola mola, cuja forma incomum a acompanhou por décadas. A pesquisadora participou de projetos de marcação e rastreamento desde 2000, para entender movimentos, mergulhos e respostas a mudanças oceânicas.
Entre as ações relevantes, destacou-se a atuação como editora científica sênior e diretora de pesquisa no Sea Studios Foundation, em Monterey. Lá ajudou a produzir séries que visavam tornar ecologia complexa acessível ao grande público.
Thys também promoveu a integração entre ciência e storytelling. Em palestras, incluindo TED, ela combinou dados com narrativa para abordar ecologia marinha, mudanças climáticas e percepção humana, enfatizando o papel das imagens na compreensão pública.
Além da biologia marinha, esteve à frente de iniciativas como Around the World in 80 Fabrics, enfatizando têxteis sustentáveis e o retorno de microplásticos aos oceanos. Ações que conectavam tecnologia, sociedade e meio ambiente.
Colaboradores ressaltavam a capacidade de Thys de seguir linhas de pesquisa sem planejar rigidamente a carreira. O seu trabalho variou entre biomecânica, educação, cinema e influência em políticas, sempre com foco na interdependência entre oceano e sociedade.
Trajetória e legado
A pesquisadora defendia que o oceano sustenta clima, alimentação e meios de subsistência, lembrando que espécies remotas estão conectadas a atividades humanas. A forma improvável do sunfish serviu como entrada para entender esse sistema.
Thys narrava experiências de campo com atenção a detalhes, como o registro de um leão-marinho aproximando um sunfish, episódio que ilustra a presença do acaso na pesquisa de campo. Esses relatos conviviam com análises técnicas.
Ao longo da carreira, ela destacou a importância de influenciar comportamentos por meio de informações robustas e acessíveis, não apenas pelo alarmismo. Acreditava que a participação pública é parte essencial da ciência.
Entre na conversa da comunidade