- Tribunal israelense prorrogou por dois dias a prisão preventiva de Thiago Avila e Saif Abu Keshek, mantendo a detenção até 5 de maio.
- Os ativistas foram detidos a bordo da flotilha Global Sumud e levados para Israel; mais de 100 outros integrantes foram encaminhados para Creta, na Grécia.
- Os barcos partiram de Barcelona em 12 de abril e foram interceptados em águas internacionais próximo à Grécia.
- Espanha e Brasil divulgaram uma declaração conjunta qualificando a detenção como ilegal.
- A defesa nega as acusações, sustenta que a prisão é ilegal por falta de jurisdição e afirma que houve violência durante o deslocamento.
Israel prorrogou por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas a bordo de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza. Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol, foram detidos na noite de 29 de abril e encaminhados a Israel, segundo informações da defesa.
Mais de 100 outros ativistas foram levados para Creta, ilha grega, após a interceptação das embarcações pelas forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia.
Governos de Espanha e Brasil emitiram, na sexta-feira, uma declaração conjunta classificando a detenção como ilegal, conforme divulgado pela imprensa.
Prorrogação da prisão preventiva
A advogada Hadeel Abu Salih informou que o tribunal prorrogou a detenção de Avila e Abu Keshek até 5 de maio. A prorrogação foi pedida pelas autoridades de Israel por quatro dias, segundo o grupo de direitos humanos Adalah.
O Ministério Público de Israel aponta suspeitas que incluem auxílio ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro, participação e apoio a organizações terroristas e transferência de bens para tais entidades. A defesa nega as acusações e sustenta que a missão era prestar ajuda a civis em Gaza, não a grupos armados.
Contexto e condições
Abu Salih afirmou que os dois ativistas foram submetidos a violência durante a viagem para Israel e permaneceram algemados e vendados até a manhã de 1º de maio. A advogada também reforçou a alegação de falta de jurisdição para a detenção.
O Exército de Israel não respondeu a pedidos de comentário. O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, havia descrito os organizadores da flotilha como provocadores profissionais, reiterando a posição de que o bloqueio naval a Gaza é legal e necessário.
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