- O Ministério da Saúde do Líbano confirmou 2.679 mortos desde 2 de março decorrentes de ataques israelenses, incluindo mortes ocorridas durante o cessar-fogo com o Hezbollah.
- O número representa aumento de 93 óbitos em relação aos dados até 30 de abril, quando havia 2.586 mortos e 8.020 feridos.
- Israel e Hezbollah seguem trocando ataques mesmo com o cessar-fogo vigente, com relatos de bombardeios no sul do Líbano no fim de semana.
- Forças de Defesa de Israel disseram ter atacado cerca de 70 alvos militares e 50 estruturas do Hezbollah; fontes libanesas mencionam 14 bombardeios desde o começo do fim de semana.
- Em 26 de abril, ocorreu a morte de uma criança brasileira de 11 anos, da mãe brasileira e do pai libanês, em Bint Jbeil; o Itamaraty condenou veementemente os ataques durante o cessar-fogo.
O Ministério da Saúde do Líbano divulgou que o país registrou 2.679 mortes decorrentes de ataques israelenses desde 2 de março. Os números incluem o período de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, vigente há mais de duas semanas. A informação foi publicada pelo Al Jazeera.
O Líbano vive uma escalada de hostilidades entre o Exército israelense e o grupo Hezbollah. Ataques mútuos ocorreram mesmo com o cessar-fogo em vigor, conforme relatos de veículos locais. No fim de semana, a mídia libanesa informou uma série de ataques no sul do país.
Segundo o Ministério da Saúde, até 30 de abril o país registrava 2.586 mortos e 8.020 feridos. Com a atualização de agora, o contingente morto subiu em pelo menos 93 pessoas. As forças de defesa de Israel afirmaram ter atacado cerca de 70 alvos militares libaneses e 50 estruturas do Hezbollah.
Desdobramentos no conflito e resposta internacional
O cessar-fogo, estabelecido em 16 de abril, foi estendido por três semanas em 23 de abril após reunião entre autoridades estrangeiras. O Hezbollah não participou das negociações e afirmou ter o direito de resistir às forças israelenses.
O canal MTV, de origem libanesa, informou 14 bombardeios israelenses desde o início do fim de semana, com mortos e feridos em diversas regiões do sul. As operações continuam sob monitoramento de organismos internacionais.
Em relação a ataques no território libanês, o Brasil informou que o ataque em Bint Jbeil, que matou uma criança brasileira de 11 anos, a mãe brasileira e o pai libanês, é inaceitável. O Itamaraty reiterou a condenação a todos os ataques durante a vigência do cessar-fogo, tanto de Israel quanto do Hezbollah.
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