- O chanceler alemão Friedrich Merz disse que não vai desistir de trabalhar com o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo diante da rusga sobre a guerra no Irã.
- Merz minimizou as tensões, dizendo que a retirada anunciada de cinco mil militares americanos da Alemanha não foi surpresa nem retaliação.
- Ele afirmou que o atrito decorre de abordagens diferentes sobre a campanha contra o Irã, com Trump criticando Merz.
- Merz indicou que a implantação planejada de mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance para a Alemanha foi adiada por enquanto, citando estoques baixos.
- Mesmo diante das críticas, Merz disse acreditar na importância dos Estados Unidos como parceiros da OTAN e que o objetivo de evitar que o Irã tenha arma nuclear continua compartilhado.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que não desistirá de trabalhar com o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo após o atrito entre os dois sobre a guerra no Irã. A declaração foi dada em entrevista à emissora pública ARD, com expectativa de veiculação neste fim de semana.
Merz buscou amenizar as tensões, descrevendo como não surpreendente a possibilidade de uma retirada de tropas norte-americanas da base na Alemanha. Segundo ele, a medida não deve ser encarada como retaliação ou sinal de rupturas.
O chanceler também comentou o impasse sobre a atuação de Washington na região, dizendo que a decisão sobre as tropas norte-americanas não tem relação direta com as divergências recentes. Ele reiterou o objetivo de evitar que o Irã obtenha arma nuclear, ainda que reconheça visões diferentes entre europeus e americanos.
Possível cooperação futura e questões de arsenal
Merz informou que a entrega de mísseis de cruzeiro tomahawk de longo alcance a solo alemão, anunciada no passado, foi descartada por ora. O chanceler citou estoques reduzidos causados pelas guerras no Irã e na Ucrânia como justificativa.
Ele ressaltou que, mesmo sem esses sistemas, a cooperação transatlântica pode seguir, com potências da OTAN na Europa capazes de manter o dissuasão frente à Rússia. O tema de armas permanece em aberto, sem indicar prazos ou caminhos definitivos.
Merz afirmou ainda que, apesar das críticas de Trump a líderes europeus, há respeito mútuo quanto ao direito de manter visões distintas. O objetivo comum, para ele, continua sendo evitar a obtenção de arma nuclear pelo Irã, mantendo a parceria com os EUA como prioridade da aliança.
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