- O yuan passou a ser usado como moeda de pagamento para petróleo e outras trocas, especialmente por Irã e Rússia, para contornar sanções.
- As liquidações em yuan no sistema CIPS subiram 50% em março, atingindo 1,46 trilhão de yuans (US$ 214 bilhões).
- Em abril, o CIPS registrou um recorde de transações em um único dia, segundo a imprensa chinesa.
- Irã passou a cobrar pedágios em yuan e criptomoedas após ataques; a Arábia Saudita teve participação de 41% em transações em yuan em março, com bancos estatais aderindo ao CIPS.
- A Rússia aumenta o uso de yuan e rublo devido às sanções; a participação global do yuan em liquidações é de cerca de 3% (Swift), com a China promovendo a internacionalização e o yuan digital.
O uso do yuan para pagamentos de petróleo e de bens e serviços fora da China cresceu, com Irã e Rússia recorrendo à moeda chinesa para evitar o dólar. Os dados do Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS) mostram alta expressiva.
Em março, as liquidações em yuan via CIPS aumentaram 50% na comparação com fevereiro, chegando a 1,46 trilhão de yuans (aproximadamente 214 bilhões de dólares). O indicador mostra continuidade de uma tendência de alta iniciada nos anos anteriores.
A mídia chinesa informou que abril manteve o ritmo, com o CIPS atingindo um recorde diário de transações no início do mês. A expansão ocorre em meio a sanções que dificultam o uso do sistema bancário global baseado no dólar para o Irã.
Desde 2022, o Irã tem enfrentado restrições financeiras internacionais. A entrada de tarifas em criptomoedas e yuan para navios que passarem pelo Estreito de Ormuz é citada como parte de uma estratégia para manter o fluxo de petróleo em meio a pressões externas.
Além do Irã, a Arábia Saudita também mostrou participação crescente de yuan nas transações de petróleo, com cerca de 41% de março. Dois bancos estatais sauditas passaram a integrar o CIPS, ampliando a rede de liquidação em yuan.
A Rússia figura entre os países que intensificam negócios com a China usando yuan. Perguntam-se os impactos de Sanções ocidentais que excluiram bancos russos do Swift, dificultando pagamentos em dólares e euros. O governo russo tem usado rublos e yuans para financiar parte de suas transações.
O presidente russo, em entrevista à Xinhua publicada em 2025, afirmou que as transações entre Rússia e China são majoritariamente em rublos e yuans, reforçando a cooperação financeira sem depender do Swift. Analistas veem avanço gradual da internacionalização do yuan.
O yuan segue como ferramenta de diversificação, com o governo chinês promovendo o CIPS desde 2015. O objetivo é ampliar o uso global da moeda e reduzir dependência do dólar. A participação global do yuan como moeda de liquidação ficou em 3% em março, ante 51% do dólar, segundo a Swift.
A China projeta ampliar o uso do yuan no comércio internacional por meio de programas com parceiros internacionais. O plano quinquenal de 2026 prevê impulso maior no yuan em operações de comércio e investimento, incluindo o yuan digital emitido pelo Banco do Povo da China.
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