Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Por que o Sudão está em guerra e quais são os impactos para a região

Com mais de 11 mil mortos, a guerra no Sudão entra no quarto ano e agrava a maior crise humanitária do mundo, com milhões sob risco e ajuda insuficiente

Soldados das Forças Armadas Sudanesas na agora desativada Ponte Shambat em Cartum, que liga Omdurman ao bairro de Bahri em Cartum, em abril
0:00
Carregando...
0:00
  • A guerra no Sudão entrou no quarto ano em 15 de abril, com mais de 11 mil mortos, segundo o ministério da saúde sudanês.
  • O conflito opõe o exército, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, às Forças de Apoio Rápido, chefiadas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo; eles haviam cooperado para derrubar o regime em 2019, mas se desentenderam depois.
  • Apoios externos aparecem de forma desigual: Emirados Árabes Unidos são apontados pela ONU como apoio às RSF; o exército recebe suporte de Egito, Turquia, Arábia Saudita e Catar.
  • As RSF consolidaram controle sobre Darfur, enquanto o exército controla a metade leste; a luta concentra-se em Kordofã, com nova frente na fronteira com a Etiópia e uso crescente de drones.
  • O impacto humanitário é grave: quase três quartos da população precisa de ajuda, com fome generalizada e doenças; o financiamento internacional para ajuda está baixo, com apenas 17% do pedido de 2026 coberto.

O conflito no Sudão completa seu quarto ano em 15 de abril, deixando milhares de mortos e provocando a maior crise humanitária do mundo segundo a ONU. O embate começou em 2023 entre o exército, chefiado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as RSF, lideradas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo. A batalha tornou-se prolongada e complementei marcada por violência e desabastecimento.

A guerra envolve forças regulares e milícias locais, com apoio externo de potências regionais. Pesquisadores da ONU e legisladores dos EUA apontam que os Emirados Árabes Unidos teriam fornecido apoio às RSF, acusação desmentida pela capital do Golfo. Já o exército sudanês conta com apoio de Egito, Turquia, Arábia Saudita e Catar em diferentes níveis.

A luta entre Burhan e Dagalo começou com um rompimento na coalizão que derrubou Omar al-Bashir em 2019. Após o golpe que derrubou a transição para governo civil, as partes divergem de planos para uma nova transição e integração das forças. Em 15 de abril de 2023, o conflito se intensificou e atraiu milícias de ambos os lados.

No último ano, as RSF consolidaram o controle da região de Darfur e passaram a governar parte ocidental do país, enquanto o exército mantém domínio na metade oriental. Atualmente, o confronto se concentra em Kordofã, no centro, e numa frente aberta na fronteira com a Etiópia, no sudeste.

Contexto e forças envolvidas

A guerra mudou de forma tática para o uso de drones, que passaram a substituir parte das campanhas terrestres. Esse movimento elevou o custo humano, com o registro de pelo menos 700 mortes civis neste ano, segundo a ONU. As ações também ampliaram riscos para a entrega de ajuda humanitária.

Impacto humano e resposta internacional

A pandemia de desafios atingiu drasticamente a população: quase três quartos da população precisa de assistência. A fome é uma preocupação em pontos críticos, agravada por bloqueios e entraves burocráticos. Doenças, como dengue, ganharam força com o colapso do sistema de saúde.

O governo sudanês publicou 11.209 mortes em estados diferentes, mas a contagem de mortes acima do registrado é focalizada por especialistas. O apelo da ONU para ajuda em 2026 está apenas 17% financiado, enquanto EUA se afastam de ajuda externa e doadores europeus reduzem apoio.

Agências humanitárias relatam queda na prestação de serviços, e organizações locais tentam preencher lacunas. Comunidades administradas por grupos de resposta emergencial relatam fechamento de cozinhas comunitárias devido à falta de recursos.

Perspectivas e negociação

Lideranças internacionais, incluindo o chamado Quad, com Egito, Arábia Saudita e Emirados, apresentaram propostas de cessar-fogo, mas não há acordo firme. Mudanças no terreno e interesses regionais tornam difícil avançar em negociações. As partes permanecem em estados de trégua instáveis e sem prazo claro para fim do conflito.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais