- Um tribunal de Israel prorrogou as prisões do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek, detidos na quinta-feira (30) em águas internacionais a bordo de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza.
- Ávila já havia sido detido antes, em junho do ano passado, na embarcação Madleen com Greta Thunberg, e em outubro na Flotilha Global Sumud, que transportava brasileiros.
- O ativista, que já foi candidato a deputado federal pelo PSOL, é descrito pela matéria como socialista e revolucionário, mas o texto afirma que atua como empresário e apoia o Hezbollah.
- A flotilha pediu aos governos do Brasil e da Espanha que atuem; Brasil e Espanha divulgaram nota conjunta condenando o sequestro de cidadãos em águas internacionais.
- Os Estados Unidos classificaram a flotilha como pró-Hamas e disseram que usarão ferramentas para impor consequências, incentivando ações legais contra os envolvidos.
Um tribunal em Israel prorrogou neste domingo, 3 de agosto, a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek. Eles foram presos na quinta-feira, 30 de julho, em águas internacionais, a bordo de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza.
Ávila, de 39 anos, é brasileiro e já foi deputado candidato pelo PSOL. O ativista é descrito pela defesa como socialista, mas autoridades o apontam como apoiador de grupos palestinos vinculados a ações de violência.
A detenção de Ávila ocorre após tentativas anteriores de ingressar em Gaza. Em junho do ano passado, ele foi detido na embarcação Madleen, que contava com Greta Thunberg a bordo. Em outubro, outra embarcação da Flotilha Global Sumud foi interceptada.
Repercussões diplomáticas
A flotilha pediu ação imediata dos governos brasileiro e espanhol, que emitiram nota conjunta condenando o sequestro de seus cidadãos em águas internacionais. Os EUA classificaram a flotilha como pró-Hamas e disseram que tomarão medidas contra quem apoia o grupo.
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