- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA vão guiar navios encalhados pelo Estreito de Hormuz a partir de segunda-feira, em uma operação chamada “Projeto Liberdade”.
- O Comando Central dos EUA comunicou que a operação envolverá quinze mil militares, destroyers de mísseis guiados e mais de cem aeronaves.
- Trump descreveu a iniciativa como um gesto humanitário em nome dos EUA, Irã e demais nações da região, sem detalhar como a cooperação com Teerã seria organizada.
- O Estreito de Hormuz é uma rota crítica, pela qual passam cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e tem sofrido interrupções desde o início do conflito com o Irã.
- Enquanto isso, o Irã apresentou uma proposta de paz de quatorze pontos, com respostas ainda em avaliação pelos EUA; autoridades iranianas disseram que o objetivo é cessar hostilidades, com diálogo para um acordo em até trinta dias.
Trump afirma que EUA vão guiar navios encalhados pelo Estreito de Hormuz a partir de segunda-feira
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a força naval norte-americana vai orientar embarcações presas nas proximidades do Estreito de Hormuz a partir de segunda-feira. A iniciativa, batizada de Projeto Liberdade, busca permitir a passagem segura de navios comerciais.
Segundo a Casa Branca, a operação envolve 15 mil militares, destróieres com mísseis guiados e mais de 100 aeronaves. O objetivo é liberar o trânsito na importante rota de navegação, que liga o Golfo ao Mar Arabiano.
O que muda e por quê
Trump afirmou que a medida é humanitária e visa beneficiar Iran, Oriente Médio, Estados Unidos e terceiros países. A declaração ocorreu depois de relatos de restrições de tráfego impostas por Teerã desde o início do conflito na região.
O governo americano não detalhou exatamente como a cooperação com o Irã será organizada nem quais países devem participar. O presidente mencionou discussões “muito positivas” com o Irã, sem confirmar termos específicos.
Contexto regional e riscos
Desde fevereiro, o Irã restringe a circulação no estreito, com impactos sobre o abastecimento global de petróleo e gás natural. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e LNG mundial passe pela rota, gerando preocupações com preços energéticos.
Na véspera, UKMTO informou que um porta-aviões foi atingido por um projétil não identificado no estreito; ninguém ficou ferido, segundo o órgão britânico. Autoridades locais acompanhavam a evolução da situação.
Reação internacional e negociações
Enquanto Trump confirmou a recepção de uma proposta de paz iraniana por vias diplomáticas, Washington ainda não confirmou publicamente uma resposta formal. A imprensa iraniana destacou que a proposta de Teerã envolve uma retirada de forças e encerramento da ofensiva naval, entre outros pontos.
O Irã afirmou, por meio de agências oficiais, que a mensagem foi recebida e está sendo revisada via Paquistão. O texto iraniano também pediu cessar hostilidades, incluindo ações de Israel na região, e propôs um acordo entre as partes em até 30 dias.
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