- Dois meses após o início da guerra entre EUA e Irã, o conflito se mostra custoso, impopular e sem um desfecho claro.
- O Pentágono estimou o custo público da guerra em US$ 25 bilhões até agora, e os mercados de energia permanecem voláteis.
- Aliados como a Alemanha têm mostrado pouca disposição de participar do conflito, enquanto Trump tem atacado aliados estrangeiros.
- O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechando, o que pode manter elevados os preços da energia por semanas; o Irã se recusa a entregar urânio enriquecido.
- O futuro da negociação é incerto: Trump apresentou posições contraditórias sobre um acordo e admite a possibilidade de retomar ataques, se necessário.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encara a realidade de uma guerra no Irã que já dura dois meses e se mostra mais custosa e impopular do que o previsto. A ofensiva começou em 28 de fevereiro, em conjunto com Israel, e não há sinal de desfecho claro.
O Pentágono projetou, até agora, um custo de 25 bilhões de dólares para o conflito. Mercados de energia sofrem alterações e o Estreito de Ormuz permanece sob tensão, elevando o risco de interrupções no abastecimento.
No front doméstico, parte importante da base republicana no Congresso tem pressionado por mudanças. Enquanto isso, Trump critica aliados que não participam do conflito, como a Alemanha, e avalia cenários de longo prazo. Em público, o presidente mantém o tom de que a operação é necessária.
Trump afirmou repetidamente que não se arrepende das ações tomadas. Em discurso recente, destacou que sua decisão foi tomada com base em considerações de segurança nacional e pediu paciência aos apoiadores, sem indicar prazos para o fim das hostilidades.
A gestão de Ormuz e o confronto com o Irã mantêm a pressão sobre a cadeia de suprimentos de energia global. Em meio à incerteza, o secretário de Energia indicou que os preços da gasolina podem permanecer elevados por mais tempo, mesmo com movimentos diplomáticos em andamento.
A narrativa escolar de Trump para o desfecho envolve possibilidade de acordos, rupturas internas em Teerã e escolhas estratégicas futuras. A dúvida persiste sobre a eficácia militar e a viabilidade de negociações que possam zerar o enriquecimento de urânio ou reduzir tensões regionais.
Enquanto o ataque persiste, Washington continua a bloquear a navegação iraniana. Teerã, por sua vez, mantém resistência às exigências de entregar urânio enriquecido, alimentando um ciclo de escalada. A próxima etapa depende de decisões conjuntas entre as partes envolvidas.
A poucos dias de uma visita de Trump à China, permanece incerta a viabilidade de qualquer acordo que reabria vias de comércio, como as hidroaviões que ligam a região. Xi Jinping solicita a reabertura de rotas estratégicas, enquanto a volatilidade do conflito complica o cenário global.
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