- Trump afirmou nas redes sociais que não analisou o texto exato da nova proposta do Irã e que é improvável aceitá-la, pois os iranianos não teriam pago um “preço suficientemente alto”.
- Ele continua sob pressão interna para romper o domínio iraniano sobre o Estreito de Ormuz, ainda que tenha dito não ter pressa.
- A proposta iraniana sugere adiar as negociações sobre o programa nuclear para fases futuras, mantendo o bloqueio e abrindo a navegação no estreito.
- Washington insiste na retirada do urânio enriquecido como condição para encerrar a guerra, enquanto o Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico.
- Enquanto isso, Israel ordenou evacuação de milhares de libaneses no sul do Líbano em meio a ações contra o Hezbollah, mesmo com uma trégua em curso.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que ainda não examinou o texto exato da nova proposta iraniana, mas que provavelmente não a aceitaria, pois o Irã ainda não pagou um “preço suficientemente alto”. A declaração ocorreu após um dia de anúncios públicos sobre a possibilidade de retomar ataques aéreos.
Trump também indicou que não há pressa para encerrar o conflito, embora esteja sob pressão interna para romper o domínio iraniano sobre o Estreito de Ormuz. A região continua sob tensão, com impactos no abastecimento de energia global.
Enquanto isso, o Irã posicionou-se de forma firme: as conversas com Washington só seriam retomadas se um cessar-fogo no Líbano fosse mantido. Israel invadiu o Líbano em março para confrontar o Hezbollah, apoiado por Teerã, após ataques fronteiriços.
Autoridades israelenses anunciaram evacuações de milhares de libaneses no sul do Líbano, orientando moradores a deixar 11 cidades e vilarejos. O alerta visa reduzir riscos durante operações contra o Hezbollah em meio à escalada regional.
No terreno, Libano e Israel mantêm cessar-fogo parcialmente vigente, apesar de combates insistirem em menor intensidade. As forças de Montanha israelenses destacaram que operam contra o grupo libanês, citando violações ao acordo de trégua.
A proposta iraniana foi sobejamente discutida como contrária a uma exigência dos EUA: o desmonte do estoque de urânio altamente enriquecido, visto como ingrediente para potencial arma. Teerã defende uso pacífico do programa nuclear e propõe restrições condicionais a sanções.
A circulação de propostas ocorreu em meio a declarações conflitantes entre Washington e Teerã. A imprensa iraniana relatou que a ideia de adiar negociações nucleares para etapas posteriores pode facilitar um acordo, segundo fontes oficiais sob anonimato.
A guerra parcial já dura mais de dois meses e já provocou interrupções no fornecimento global de energia e volatilidade nos mercados. As partes envolvidas buscam sair do ciclo de hostilidades, mas não há acordo visível no curto prazo.
Autoridades iranianas afirmaram, de forma reservada, que a nova proposta não apenas reabre o estreito antes de resolver questões nucleares, como transferiria o ponto de negociação para etapas futuras, criando condições mais favoráveis para Teerã.
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