- Anish Kapoor diz que os EUA deveriam ser excluídos da Bienal de Veneza por sua “política de ódio” e pela “agressão constante no exterior”.
- Ele elogiou a renúncia do júri internacional que protestou contra a inclusão de Israel e Rússia, mas afirmou que os EUA também deveriam ter sido tema de discussão.
- A participação norte‑americana, com Alma Allen como representante, enfrentou fortes críticas e atrasos devido ao shutdown e a interferências políticas alegadas.
- O anúncio dos vencedores foi adiado para novembro, em meio a protestos de artistas e pedidos de cancelamento da pavilha de Israel.
- O pavilhão russo não abrirá ao público, e a presença da Rússia na Bienal tem gerado tensões com governos e financiadores, incluindo a União Europeia.
Anish Kapoor defende a exclusão dos EUA do Venice Biennale, alegando que a política externa do país representa ódio, agressões e guerras contínuas. O artista britânico afirmou à Guardian que a decisão dos jurados de renunciar, diante da inclusão de Israel e Rússia, foi corajosa, mas deveria ter considerado os EUA também.
Os cinco jurados internacionais anunciaram a renúncia para protestar contra a participação de Israel e Rússia. A premiação, que define os vencedores, ficará sem vencedores até novembro. Kapoor acredita que a ausência dos EUA ajudaria a manter o festival neutro.
Alma Allen foi escolhido para representar os EUA com a mostra Call Me the Breeze, composta por cerca de 30 esculturas biomórficas. A seleção enfrentou intensa escrutínio por suposta influência do governo de Washington e por atrasos provocados pelo último shutdown.
Atores e explicações
Jeffrey Uslip, curador do pavilhão dos EUA, defende a entrada de Allen. Ele afirmou que a obra não se limita ao abstrato, citando elementos como uma pedra verde guatemalteca e estruturas humanas. O curador enfatizou que a linguagem da obra permite várias leituras.
O pavilhão russo permanece no foco de controvérsia. O governo italiano confirmou que não haverá visita pública à instalação russa, que poderá ser vista apenas pelas janelas. A participação russa voltou a dividir opiniões após a invasão à Ucrânia.
A União Europeia ameaçou cortar ou suspender um benefício financeiro de cerca de 2 milhões de euros devido ao envolvimento da Rússia. A decisão foi comunicada à organização responsável pelo evento, que mantém a posição de independência para as escolhas artísticas.
Kapoor já teve conflitos públicos anteriores com a política norte-americana, citando episódios com autoridades de fronteira. O artista também acionou a Justiça em disputas envolvendo o uso de imagens de suas obras.
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