- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou remover milhares de militares americanos estacionados na Europa, incluindo Alemanha, Espanha e Itália, acusando a Otan de covardia pela atuação na guerra ao Irã.
- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, disse que os líderes europeus entenderam o recado e estão se mobilizando para tornar a Otan mais forte.
- O Pentágono anunciou a retirada de cinco mil soldados americanos da Alemanha, após declarações do chanceler alemão de que os Estados Unidos estavam sendo humilhados pelo Irã.
- A Espanha rejeitou usar espaço aéreo e bases para ataques a Teerã; o primeiro-ministro Pedro Sánchez classificou a guerra como injustificada e fora do direito internacional.
- Países europeus passaram a aumentar gastos com defesa e reforçar capacidades para a próxima fase da crise, com líderes da União Europeia defendendo maior autonomia europeia na Otan.
O público ficou informado nesta segunda-feira 4 sobre o anúncio de Donald Trump de retirar milhares de militares dos Estados Unidos que estão estacionados em países europeus, incluindo Alemanha, Espanha e Itália. A declaração ocorreu num contexto de críticas do presidente à Otan, que ele acusa de covardia ao não apoiar Washington na guerra contra o Irã. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que os líderes europeus entenderam o recado e que há mobilização para um papel maior da Europa e uma Otan mais forte.
As informações oficiais indicam que, na última sexta-feira, o Pentágono comunicou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha. A medida ocorreu dias após o chanceler alemão Friedrich Merz afirmar que os Estados Unidos estavam sendo humilhados no andamento das negociações sobre o fim do conflito. Em resposta, a União Europeia recebeu a notícia como surpresa e reiterou a necessidade de fortalecer o pilar europeu da aliança.
A Europa reagiu com cautela, destacando a importância de manter cooperação com Washington. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, ressaltou que os militares americanos não atuam apenas para proteger interesses europeus, mas também norte-americanos. Durante o fim de semana, a Otan informou que autoridades dos 32 Estados-membros trabalham para entender os detalhes da decisão sobre o posicionamento das forças na Alemanha.
Reação europeia e contexto regional
Críticas à condução da guerra contra o Irã ganharam força no continente, com o impacto econômico causado pelo fechamento estratégico do Estreito de Ormuz. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que os europeus estão assumindo maior responsabilidade, reforçando gastos com defesa. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, destacou a necessidade de ampliar capacidades militares para defesa coletiva.
Medidas de defesa e próximos passos
Países europeus anunciaram aumento de investimentos em defesa em resposta ao que chamam de necessidade de autonomia estratégica. Segundo autoridades, o objetivo é fortalecer soluções comuns da região e assegurar segurança diante da conjuntura internacional. A Espanha, por sua vez, já declarou não concordar com uso de seu espaço aéreo ou bases para ações contra Teerã, enfatizando que a intervenção militar representa risco ao direito internacional.
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