- A desaprovação a Donald Trump chegou a sessenta e dois por cento, maior nível já registrado nos dois mandatos.
- 66% desaprovam a condução da crise, enquanto 33% aprovam; o custo de vida é a principal preocupação, com alta da gasolina puxando a média a cerca de US$ 4,18 por galão.
- O conflito com o Irã ampliou tensões no Estreito de Ormuz, rota de cerca de vinte por cento do petróleo mundial, pressionando a economia global.
- A pesquisa foi online de 24 a 28 de abril, com 2.560 adultos; a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
- O desempenho ruim de Trump preocupa aliados republicanos e sustenta a vantagem democrata na Câmara, com diferença de cinco pontos entre eleitores registrados.
A desaprovação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu 62%, o maior patamar em seus dois mandatos, aponta a pesquisa conjunta Washington Post-ABC News-Ipsos, divulgada no domingo, 3 de maio. A sondagem associa o recuo à escalada da guerra contra o Irã.
No estudo, 66% dos entrevistados desaprovam a condução de Trump na crise, contra 33% que aprovam. A pior avaliação fica no item custo de vida, com 76% de rejeição e 23% de apoio, enquanto a inflação sustenta apenas 27% de aprovação.
A pesquisa também aponta que 34% aprovam as decisões econômicas do presidente, cifra 7 pontos abaixo da última coleta. O avanço da oposição preocupa aliados republicanos, que temem perda de espaço no Congresso em novembro.
Contexto de política externa
A disputa com o Irã é apresentada como prioridade de Washington para conter o programa nuclear. O rompimento com o acordo de 2015, em 2018, elevou tensões e levou a ataques no Oriente Médio. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos.
Em 2025, houve múltiplos ataques e retaliações entre EUA, Irã e aliados, com impactos diretos na região e na segurança energética global. O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo, manteve a atenção internacional e as propostas de cessar-fogo ganharam destaque.
Em abril, EUA, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo mediado pelo Paquistão, próximo ao fim de um ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz. A comunicação entre as partes ocorreu em meio a relatos de pressão militar e diplomática.
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