- Os Emirados Árabes Unidos disseram ter sido alvo de drone iraniano, provocando incêndio em instalações em Fujairah; três pessoas ficaram feridas.
- Em seguida, mísseis de cruzeiro teriam sido lançados contra o país, com três interceptados sobre águas territoriais e um caindo no mar.
- Autoridades emiradenses classificaram os ataques como escalada perigosa e disseram que o país reserva o direito de responder; moradores foram alertados por celular.
- A ação ocorreu após o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, iniciado em oito de abril; Teerã afirmou não ter planos de atacar os Emirados Árabes Unidos.
- Israel está em alerta máximo após os EUA anunciarem destruição de embarcações iranianas e ações de defesa; o presidente Donald Trump anunciou início de operações de escolta no Estreito de Ormuz.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmaram ter sido alvo de um ataque com drone iraniano, nesta segunda-feira (4). Mísseis de cruzeiro disparados contra o país também foram interceptados. O episódio marca a primeira ação atribuída ao Irã desde o cessar-fogo envolvendo EUA, iniciado em abril.
Um drone provocou incêndio em instalações petrolíferas em Fujairah, próximo ao Estreito de Ormuz. Três pessoas ficaram feridas, conforme autoridades locais. Equipes de resgate trabalhavam para controlar o fogo ao fim da noite.
O Ministério da Defesa dos EAU informou que mísseis de cruzeiro atingiram várias áreas do país: três foram interceptados sobre águas territoriais, um caiu no mar. O governo afirmou que o ataque representa uma escalada relevante e reiterou o direito de responder.
As autoridades enviaram alertas por celular para moradores. O episódio ocorreu pela primeira vez desde o início do cessar-fogo entre Irã e EUA, em 8 de abril, que suspendia ataques iranianos no Golfo.
O Irã, segundo a TV estatal, afirmou que não tinha planos de atacar os Emirados. Enquanto isso, no Omã, duas pessoas ficaram feridas em um ataque a um prédio residencial na cidade costeira de Bukha, na região do Estreito de Ormuz. A origem do ataque não foi informada pela mídia omanense.
No contexto norte-americano, Donald Trump anunciou, dias atrás, a retomada de uma operação para facilitar a navegação no Estreito de Ormuz. Duas frentes de atuação foram citadas pela imprensa.
Israel em alerta
Um oficial militar de Israel afirmou que o Exército está em alerta máximo, após ações dos EUA contra embarcações iranianas. Navios iranianos teriam sido destruidos e mísseis e drones interceptados contra navios da Marinha dos EUA e cargas comerciais, segundo informações de autoridades americanas.
O chefe do Centcom, almirante Brad Cooper, informou que helicópteros de ataque atingiram seis barcos que representavam ameaça à navegação. Ele também confirmou a neutralização de mísseis e drones direcionados às forças norte-americanas e à navegação.
Donald Trump, por sua vez, disse que sete pequenas embarcações foram atingidas, sem detalhar perdas. Segundo Cooper, a maioria dos ataques mirava navios comerciais; uma parcela mirava navios militares dos EUA. Um oficial iraniano negou danos a embarcações do Irã.
No dia seguinte, Trump informou o início de operações de escolta para apoiar navios de terceiros retidos no Estreito de Ormuz. O objetivo é manter a passagem comercial pela região, em meio a tensões crescentes.
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