- Os Estados Unidos afirmam ter destruído seis embarcações pequenas do Irã e interceptado mísseis de cruzeiro e drones no Golfo, dentro do âmbito do Projeto Liberdade.
- A operação envolve quinze mil soldados, destróieres da Marinha dos Estados Unidos, mais de cento e aeronaves terrestres e marítimas, além de recursos submarinos.
- O Irã nega a acusação dos EUA de ter afundado navios iranianos.
- Segundo os EUA, o apoio militar é defensivo e envolve um arranjo com navios, aeronaves e guerra eletrônica para liberar a travessia pelo Estreito de Ormuz, rota que responde por cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
- O conflito de versões entre Washington e Teerã sobre a navegação no estreito se intensificou, com o Irã divulgando mapa do Estreito e destacando que travessias devem ser coordenadas com o país.
Oito navios no Estreito de Ormuz estariam envolvidos em ações entre Estados Unidos e Irã, em meio ao Projeto Liberdade, ação anunciada por Washington para facilitar a passagem de navios na rota estratégica. O ataque envolve destruição de embarcações iranianas e interceptação de mísseis e drones, segundo autoridades americanas.
Segundo o comando central dos EUA, seis embarcações pequenas do Irã teriam sido destruídas pelas forças americanas, enquanto mísseis de cruzeiro e drones foram interceptados. A operação faz parte de um arranjo defensivo mais amplo que envolve diversos recursos militares.
O anúncio foi feito na segunda-feira, em meio a declarações de que o objetivo é proteger a navegação comercial no estreito, rota que concentra cerca de 20% do petróleo mundial. O governo americano afirma usar uma combinação de meios navais, aéreos e eletrônicos para esse fim.
Teerã nega as acusações. O Irã afirma que não houve afundamento de navios de guerra iranianos e questiona a narrativa de ataques. Em resposta, o país divulgou mapas do Estreito com marcas que indicariam novas áreas sob controle militar iraniano e alertas sobre travessias.
Guerra de versões
Conforme informações oficiais, os Estados Unidos entraram no Golfo com destróieres para proteger navios mercantes e garantir passagem pelas últimas rotas do estreito, segundo o Centcom. A menção é de que duas embarcações comerciais teriam recebido garantias de passagem.
A TV estatal iraniana relatou disparos de mísseis de cruzeiro, foguetes e drones perto de destróieres aliados dos EUA, afirmando que navios americanos recuaram. A agência Fars havia indicado, na manhã, que uma fragata norte-americana teria sido atingida, o que foi negado pelo Centcom.
O Exército iraniano advertiu que qualquer travessia deve ser coordenada com Teerã e que forças estrangeiras, especialmente os EUA, seriam alvo caso se aproximassem do Estreito de Ormuz. O estreito é uma passagem estratégica para o petróleo global e tem importância vital para o comércio mundial.
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