- A Marinha do Irã afirmou ter impedido a entrada de “destruidores inimigos” no Estreito de Ormuz após aviso firme, segundo a agência IRNA.
- A publicação iraniana cita que a entrada de destróieres dos EUA e de Israel foi impedida no estreito.
- O Comando Central dos EUA negou as alegações, dizendo que nenhum navio da marinha americana foi atingido.
- O CENTCOM informou que começará a restabelecer a liberdade de navegação para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira.
- O Irã ordenou que navios mercantes e petroleiros só se movam com coordenação das forças armadas, sob pena de ataque a navios estrangeiros que se aproximem.
A Marinha do Irã afirmou ter impedido a entrada de “destruidores inimigos” no Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA nesta segunda-feira (4). A declaração cita um aviso firme e rápido que, segundo Teerã, bloqueou a passagem de navios descritos como inimigos dos EUA e de Israel.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) negou as alegações, afirmando que nenhum de seus navios foi atingido. Em X, o CENTCOM informou que a liberdade de navegação para embarcações comerciais será restabelecida no Estreito de Ormuz.
O Irã também ordenou que navios mercantes e petroleiros não realizem movimentos sem coordenação com as forças armadas iranianas. Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças armadas, destacou que a segurança da via depende da coordenação com Teerã.
O presidente dos EUA, em rede social, mencionou a possibilidade de guiar navios presos no Golfo para fora das vias restritas, sem detalhar o objetivo da operação. A mensagem ocorre em meio a tensões deflagradas pelo conflito regional.
Contexto estratégico
Desde o início do confronto, o Irã tem restringido a navegação na região, afetando grande parte das exportações mundiais de petróleo. Analistas ressaltam que as medidas elevam preços, com impactos na oferta global.
O CENTCOM informou que manterá o apoio logístico e o bloqueio naval para pressionar Teerã, mantendo bases aéreas e navais envolvidas. O objetivo declarado é sustentar a segurança regional e o fluxo comercial, segundo autoridades americanas.
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