- O chefe do comando unificado das Forças Armadas do Irã, Major-general Ali Abdollahi Aliabadi, disse que responderá a qualquer ameaça no Estreito de Ormuz.
- Em comunicado divulgado pela mídia estatal, o militar orientou petroleiros e demais navios comerciais a evitarem contato com forças estrangeiras.
- Ele afirmou que a segurança do Estreito de Ormuz está sob responsabilidade iraniana e que navios estrangeiros, especialmente os Estados Unidos, serão atacados caso se aproximem da região.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orientou que forças americanas guiem navios presos no Estreito a partir desta segunda-feira, em uma operação chamada “Projeto Liberdade”.
- O Centro de Operações Marítimas do Reino Unido classificou a situação como crítica, recomendando que os navios coordenem rotas pelas águas territoriais de Omã; o Estreito representa cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
O Irã informou que responderá a qualquer ameaça no Estreito de Ormuz caso forças estrangeiras avancem na área. A declaração foi feita pelo chefe do comando unificado das Forças Armadas do Irã, Major-general Ali Abdollahi Aliabadi, em mensagem divulgada pela mídia estatal.
O general orientou petroleiros e navios comerciais a evitar contato com forças estrangeiras. O tom foi de alerta, com a ressalva de que a passagem pelas vias marítimas deve ser coordenada com as forças armadas do país.
A reação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, orientar militares a guiarem navios presos no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira. A iniciativa, batizada pela Casa Branca como Projeto Liberdade, busca liberar embarcações afetadas pelo conflito regional.
Trump informou, pelas redes sociais, que na prática muitos países não envolvidos na disputa solicitam ajuda dos EUA para liberar seus navios. Em nota, o governo americano afirmou que conduzirá a operação com segurança pelas rotas restritas.
Pelo menos desde o fim de fevereiro, a região tem sido palco de tensões entre Washington e Teerã, com a operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã citada como marco do atual ciclo de conflito. O tráfico no Estreito de Ormuz, que representa cerca de 20% do petróleo mundial, passou por alterações significativas.
Nesta semana, o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido classificou a situação no Estreito de Ormuz como crítica. Marinheiros foram orientados a redirecionar rotas por águas territoriais de Omã, para reduzir riscos de confrontos.
O Irã tem buscado retomar negociações para a região. Na última semana, Teerã apresentou uma proposta para encerrar a guerra, priorizando a resolução do transporte marítimo e adiando tratativas sobre o programa nuclear, enquanto aguarda resposta dos EUA.
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