- Irã avisou as forças americanas para não entrarem no estreito de Ormuz, depois que Donald Trump prometeu “guiar” navios presos no Golfo.
- O governo iraniano bloqueou quase todos os navios que entram e saem do golfo desde o início do conflito, cortando cerca de um quinto das remessas de petróleo e gás do mundo.
- O comando unificado do Irã disse que a passagem deve ser coordenada com as forças armadas iranianas e avisou que forças estrangeiras serão atacadas se se aproximarem do estreito.
- O governo dos Estados Unidos afirmou que apoiaria o resgate com quinze mil militares, mais de cem aeronaves e navios de guerra e drones; centenas de embarcações comerciais e cerca de vinte mil tripulantes não puderam transitar pelo estreito.
- A mídia iraniana informou que Washington transmitiu sua resposta à proposta de 14 pontos de Teerã por meio do Paquistão, e Teerã está analisando-a; preços do petróleo seguem elevados, acima de US$ cem o barril, sem acordo de paz.
O Irã advertiu as forças dos EUA para não entrarem no estreito de Ormuz, após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA guiariam navios presos no Golfo. A tensão acompanha a escalada gerada pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O bloco acontece desde o início do conflito, quando Teerã fechou quase toda a passagem marítima.
Trump afirmou, em redes sociais, que os EUA guiarão navios para fora das áreas restritas, permitindo que continuem seus negócios. A declaração ocorreu após a situação de embarcações confinadas na hidrovia, com poucas informações sobre a ajuda prometida. O objetivo, segundo o presidente, é garantir a passagem segura.
Ameaça de ataques e controle do Irã
O comando unificado do Irã disse aos navios que a passagem deve ser coordenada com as forças armadas locais. O chefe do comando, Ali Abdollahi, afirmou que a segurança do estreito está sob responsabilidade iraniana e que forças estrangeiras serão atacadas se tentarem entrar sem coordenação.
Bloqueio de Ormuz e impactos no comércio
Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, mantendo apenas alguns sob controle nacional. A medida reduziu em cerca de 20% as remessas globais de petróleo e gás, elevando os preços internacionais.
Reforço militar dos EUA e reações
O Comando Central dos EUA informou disponibilidade de apoio com 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, navios de guerra e drones, para facilitar resgates e proteger rotas. Em resposta, especialistas apontam que combos militares não substituem acordos para normalizar o tráfego.
Repercussões e negociações em curso
Centenas de navios e cerca de 20 mil tripulantes enfrentaram o bloqueio do estreito. A Organização Marítima Internacional registra grande parte das embarcações impedidas de transitarem. Diplomatas discutem propostas, mas não há acordo definitivo entre Washington e Teerã.
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