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Itália investiga sequestro após prisão de brasileiro em flotilha de Gaza

Procuradoria de Roma abre investigação por sequestro após interceptação de flotilha humanitária a Gaza; brasileiro Thiago Ávila entre ativistas detidos em águas internacionais

Membros da flotilha Global Sumud, interceptados pela Marinha israelense em águas internacionais, realizam uma manifestação na cidade de Ierapetra, na ilha de Creta, Grécia. 01/05/2026 - (Costas Metaxakis/AFP)
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  • A Procuradoria de Roma abriu investigação por sequestro de pessoas após a interceptação, por forças israelenses, de uma flotilha humanitária com destino a Gaza.
  • Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshek, presos em águas internacionais a bordo de uma embarcação de bandeira italiana, na segunda tentativa da Global Sumud Flotilla.
  • Um tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção dos ativistas.
  • Mais de cento e setenta ativistas de várias nacionalidades foram detidos em quase vinte barcos, segundo os organizadores, que buscavam romper o bloqueio a Gaza.
  • A operação ocorreu em águas internacionais perto da costa de Creta, na Grécia, e países criticaram o ato como ilegal; a Global Sumud Flotilla já tentou chegar a Gaza em 2025, com participação de figuras como Greta Thunberg.

A Procuradoria de Roma abriu investigação por sequestro de pessoas após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino à Gaza pelas forças israelenses. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek, presos em águas internacionais a bordo de uma embarcação de bandeira italiana. No domingo 3, um tribunal israelense prorrogou a detenção dos dois por mais dois dias.

A primeira apuração envolve suspeita de sequestro, com o crime sendo relevante para os dois detidos, que estavam em águas internacionais no momento da prisão. Ambos seguem detidos em Israel, em meio a uma segunda prorrogação de custódia determinada pela Justiça local.

Contexto da flotilha

Mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades foram incidentados na quinta-feira, durante a operação de quase 20 barcos da Global Sumud Flotilla. Segundo organizadores, a missão visava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, onde a entrada de ajuda humanitária permanece restrita.

Detenção e localização

A ação, descrita como pacífica por Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza, em águas internacionais perto da costa de Creta, na Grécia. A operação gerou críticas de diversos países, que apontaram ilegalidade em relação ao uso da força e à jurisdição.

Histórico da iniciativa

Este é o segundo esforço da Global Sumud Flotilla para chegar a Gaza. Em 2025, na primeira viagem, centenas de ativistas foram detidos no mar, levados a Israel e expulsos posteriormente. Entre os participantes já identificados estiveram nomes relevantes para o movimento internacional, como Greta Thunberg e a eurodeputada Rima Hassan.

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