- Baleia-jubarte Timmy encalhou em março na costa da Alemanha e foi liberada no Mar do Norte, mas seu paradeiro e estado de saúde permanecem incertos.
- A veterinária Kirsten Tönnies acusa método agressivo na retirada e afirma ter sido impedida de acompanhar a operação.
- Imagens mostram a equipe tentando puxar a baleia de ré com cordas, o que gerou questionamentos sobre segurança e transparência.
- O rastreador instalado não transmite dados confiáveis de maneira constante; especialistas alertam que esse tipo de dispositivo não oferece sinais vitais sem sensores específicos.
- Os financiadores da operação, Walter Gunz e Karin Walter-Mommert, tentam se dissociar da condução da libertação.
A baleia-jubarte Timmy, resgatada após encalhar em março na costa alemã, foi libertada no Mar do Norte, mas o episódio segue gerando controvérsia. A operação, financiada por empresários, ocorreu sem vídeos do momento de soltura e com dúvidas sobre o rastreador acoplado.
A veterinária Kirsten Tönnies, integrante da equipe, acusou a operação de ter sido agressiva e afirmou ter sido impedida de acompanhar a etapa final. Segundo ela, o rastreador não foi testado antes da soltura e houve ferimentos na boca da baleia.
A escolha do transporte da baleia, incapaz de completar o trajeto sozinha, já era objeto de críticas. Especialistas temiam que a jornada aumentasse o estresse do animal e pudesse levar ao afogamento após a soltura.
Uso de cordas durante a finalização
Imagens de sexta-feira mostraram tripulantes puxando Timmy de ré, com cordas e a nadadeira caudal. Tönnies confirmou o método, que gerou debate sobre segurança e bem-estar do animal.
A área de atuação envolveu resistência ao encaminhamento da baleia pela balsa, que era pequena para facilitar a manobra. A liberação ocorreria no sábado, segundo relatos da equipe.
Rastreador e estado de saúde
Depois da soltura, sinais do rastreador instalado na nadadeira dorsal permaneceram instáveis. Especialistas questionam a capacidade do equipamento de transmitir dados vitais sem sensores específicos.
O ITAW informou que testes prévios são prática padrão e que rastreadores não fornecem, por si só, dados médicos. O uso do dispositivo sem confirmação de funcionamento pleno é alvo de críticas de organizações ambientais.
A Secretaria do Meio Ambiente de Mecklibrurgo-Pomerânia Ocidental autorizou a operação, mas a advogada da iniciativa privada disse que o aparelho não funciona como deveria e que dados recebidos não indicam status claro de saúde de Timmy.
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