- Gen Assimi Goïta assumiu o cargo de ministro da Defesa após o ministro Sadio Camara ser morto em ataque com caminhão-bomba na residência perto de Bamako.
- O general Oumar Diarra, chefe do Estado-Maior, foi nomeado ministro delegado para apoiá-lo.
- Em 25 de abril, ataques coordenados de uma aliança jihadista e separatista atingiram várias cidades do país, incluindo Bamako.
- Autoridades disseram ter prendido militares ligados à ofensiva; investigações apontam envolvimento de pessoas da ativa e da reserva.
- Mali, Níger e Burquina Faso intensificaram ataques aéreos contra os insurgentes e formaram a Aliança dos Estados do Sahel, expulsando tropas francesas e recebendo apoio russo; os ataques prosseguem.
Gen Assimi Goïta assumiu o posto de ministro da Defesa de Mali após a morte do anterior ocupante, Sadio Camara, em um ataque de caminhão-bomba na residência dele, perto de Bamako. A mudança foi anunciada por decreto na televisão estatal.
O ataque ocorreu durante uma ofensiva em 25 de abril, quando uma aliança de grupos jihadistas e separatistas lançou ataques coordenados por todo o país. Camara morreu em que parece ter sido um atentado suicida, segundo a versão oficial.
Goïta, líder militar no poder desde o golpe de 2020, será substituído no cargo por uma gestão liderada pelo próprio Goïta, com o-chefe do Estado-maior, Gen Oumar Diarra, atuando como ministro delegado.
Detalhes da ofensiva e desdobramentos
Mais de uma semana após o início dos ataques, cidades do norte e do centro de Mali registraram confrontos e explosões, forçando a retirada de tropas malienses e de forças aliadas da região de Kidal.
Autoridades afirmaram ter prendido um grupo de militares ligados ao ataque. Segundo o Ministério Público da Justiça Militar em Bamako, houve participação de ex- e serving-military na organização da ofensiva.
Mali informou ainda ter iniciado cooperação com forças armadas do Níger e de Burkina Faso para realizar ataques aéreos contra militantes, com o apoio anunciado pelas autoridades de Níger.
Contexto regional e quadro de segurança
Os três países, todos sob regime militar, integram a Aliança dos Estados do Sahel, que expulsou tropas francesas e passou a contar com forças russas para conter insurgentes. Mesmo com a cooperação, ataques seguem ocorrendo.
A ofensiva recente intensificou dúvidas sobre a força e a coordenação do governo militar maliano, que chegou ao poder em 2020, em meio a uma crise de segurança que persiste no país e na região.
Entre na conversa da comunidade