- Lula e Trump devem se reunir na Casa Branca na quinta-feira, 7 de maio, para tratar de temas sensíveis.
- Um dos assuntos é a possível classificação pelo governo dos Estados Unidos de organizações criminosas brasileiras, como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, como terroristas; Brasil é contra.
- Também devem discutir tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros e a possibilidade de avanços nessa agenda.
- No Oriente Médio, Lula critica a ação americana-Israel contra o Irã, enquanto Trump apoia ações contra o Irã.
- A discussão ganha contexto a partir da megOperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que provocou muitos mortos e alimenta o debate sobre o tema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja aos Estados Unidos para um encontro com o ex-presidente Donald Trump na Casa Branca, marcado para quinta-feira, 7 de maio. A reunião ocorre em Washington e deve abordar temas sensíveis para o Brasil, segundo fontes oficiais.
A agenda envolve questões de segurança, comércio e política externa. A transmissão de ideias entre os dois líderes visa esclarecer posições sobre medidas que afetam as relações bilaterais e o clima regional.
O encontro é parte de uma série de contatos entre o Brasil e os EUA nos últimos meses, com foco em alinhamento diplomático e avaliação de desafios comuns. A expectativa é de que os temas sejam apresentados de forma direta e técnica, sem rodeios.
Contexto bilateral
A reunião ocorre em um momento de cuidado com a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, tema que tem gerado desconforto no Brasil. O governo brasileiro é contrário a essa classificação.
A discussão também deve abordar tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. Lula já tratou do assunto em encontros anteriores, inclusive em reuniões paralelas à cúpula da ASEAN.
Temas econômicos e regionais
Entre os assuntos está a política tarifária americana e seus impactos sobre o Brasil. A posição brasileira é de dialogar para evitar medidas que prejudiquem o comércio.
Outro eixo da conversa envolve o Oriente Médio. Lula tem criticado ações de EUA e Israel na região, em contraste com o alinhamento de Trump com o governo de Israel. As perspectivas divergem sobre estratégias para a região.
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