- A BBC News Brasil indica que Lula e Trump devem se encontrar na Casa Branca na quinta-feira, 7 de maio.
- A relação entre eles desde a volta de Trump ao poder em 2025 tem altos e baixos, com tensões provocadas por tarifas e sanções.
- Em 2025, Trump anunciou tarifaço de quarenta por cento sobre várias importações brasileiras e sancionou Moraes e a esposa, parte de ações investigadas pela Lei Magnitsky.
- O primeiro encontro desde os retornos ocorreu em Nova York, na ONU, em setembro de 2025, quando Trump elogiou a “química excelente” entre os dois.
- Outros episódios relevantes incluem debates sobre classificar facções brasileiras como terroristas, o caso do assessor Darren Beattie e a prisão e posterior soltura de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o líder americano Donald Trump devem se encontrar na quinta-feira, 7 de maio, na Casa Branca, em Washington. A reunião, ainda em negociação, foi apurada pela BBC News Brasil junto a fontes do governo brasileiro. O encontro faz parte de um diálogo que teve início após o retorno de ambos ao poder.
O calendário original previa o encontro para março, mas a data foi adiada por questões relacionadas à situação entre EUA e Irã. Desde então, Lula e Trump vêm mantendo contato, com episódios que vão de elogios mútuos a tensões, conforme apuração da BBC.
Tarifaço e sanções
Em abril de 2025, Trump lançou uma ofensiva tarifária considerada leve frente aos próximos passos, com imposto de 10% sobre alguns produtos brasileiros. Em julho, houve anúncio de tarifas mais duras, chegando a 40% em diversos itens, sob o argumento de uma suposta ameaça econômica.
Em setembro de 2025, sanções avançaram contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, dentro de um pacote que incluiu também a Lex-Instituto de Viviane Barci de Moraes. A medida, sob a Lei Magnitsky, impactou o julgamento de Jair Bolsonaro e fortaleceu a tensão entre Brasil e EUA.
Química excelente, mas divergências
Em setembro de 2025, Trump descreveu a relação como marcada por uma “química excelente” após um encontro com Lula na ONU, em Nova York. A interação gerou elogios mútuos, incluindo comunicações futuras e encontros posteriores na Malásia, porém não sanou as divergências.
Entre os temas que polarizam a relação estão posições sobre o Irã, cooperação econômica e pressões relacionadas a decisões judiciais brasileiras. O Brasil chegou a condenar ataques ao Irã promovidos por Estados Unidos e Israel, em nota do Ministério das Relações Exteriores.
Questões internas e interesse político
A BBC apura também um episódio envolvendo o caso Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado, que provocou atritos após críticas ao judiciário brasileiro. A visita pretendida a Jair Bolsonaro foi barrada pelo STF, gerando reação de Lula e tensão diplomática.
Outro ponto de atrito recente envolve a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado pelo STF em 2025. Ramagem, que vive nos EUA, foi detido pelo ICE e liberado dois dias depois, após pressão de bolsonaristas. A Polícia Federal brasileira questionou a cooperação entre autoridades.
A apuração aponta que autoridades americanas buscam esclarecer o papel de diferentes níveis do governo dos EUA na cooperação policial para localizar Ramagem, bem como os motivos da soltura.
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