- Macron criticou o Projeto Liberdade, anunciado por Donald Trump, para guiar navios retidos no Estreito de Ormuz.
- O presidente francês pediu uma reabertura coordenada entre Irã e Estados Unidos, como única solução para reabrir Ormuz de forma permanente.
- O Comando Central dos Estados Unidos informou apoio militar ao Projeto Liberdade, com destróieres, mais de cem aeronaves, plataformas não tripuladas e quinze mil militares.
- O Irã afirmou ter impedido barcos de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz e ter atingido um destróier, o que provocou rápida negativa de Washington.
- Macron e o premiê britânico, Keir Starmer, lideram uma iniciativa de cerca de cinquenta países para escoltar navios no Golfo Pérsico, mantendo neutralidade e atuação apenas com estabilidade regional.
O presidente francês Emmanuel Macron criticou nesta segunda-feira o Projeto Liberdade, anunciado pelos EUA para guiar navios comerciais retidos no Estreito de Ormuz. A fala ocorreu enquanto ele participava da 8ª cúpula da Comunidade Política Europeia, na Armênia.
Macron disse não entender a iniciativa e enfatizou a necessidade de uma reabertura coordenada entre Irã e Estados Unidos. Segundo ele, apenas esse acordo permitiria reabrir o estreito de forma permanente, garantindo livre navegação sem restrições.
Conforme o Comando Central dos EUA, a atuação inclui apoio militar ao Projeto Liberdade por meio de destróieres, centenas de aeronaves, plataformas não tripuladas e cerca de 15 mil militares.
O Irã informou ter impedido a entrada de navios de guerra norte‑americanos no estreito e afirmou ter atingido um destróier dos EUA, o que gerou rápida negativa de Washington. Autoridades iranianas não confirmaram as ações descritas pelos EUA.
Macron classificou a possível reabertura como positiva se houver clareza, sem participação francesa em operações militares cujo contexto não esteja definido. A posição francesa busca evitar envolvimento direto sem garantias de quem opera o projeto.
Junto ao primeiro-ministro britânico, o francês e o líder de um bloco de países lideram uma iniciativa com cerca de 50 nações para acompanhar o trânsito no Golfo Pérsico. O objetivo é oferecer escolta neutra aos navios, condicionando a atuação à estabilidade regional.
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