- A Nvidia informou ter 0% do mercado chinês de aceleradores de IA.
- O anúncio foi feito pelo CEO Jensen Huang, que criticou a política de exportação dos Estados Unidos.
- Ele afirmou que a ausência de empresas americanas acelera a busca da China por autossuficiência tecnológica.
- Huang disse que as restrições comerciais dos EUA acabaram estimulando o avanço da indústria chinesa de chips de IA, o que ele classifica como falha da política.
- Mesmo sem acesso direto, fabricantes chineses como Huawei, Cambricon, Moore Threads e MetaX passaram a ocupar espaço no mercado local.
A Nvidia comunicou que sua participação no mercado chinês de aceleradores de IA chegou a 0%, segundo o CEO Jensen Huang. A afirmação foi feita em entrevista ao Special Competitive Studies Project, grupo bipartidário ligado a legisladores dos EUA. A declaração marca a queda da empresa de liderança para ausência de presença direta nas vendas para clientes chineses, dois anos depois de dominar o setor no país.
Huang atribuiu o cenário às restrições de exportação dos Estados Unidos, afirmando que a política atual incentivou o avanço da indústria de chips de IA na China. Em referência à situação, disse que ceder um mercado tão grande não seria estratégico e que a política já fracassou em grande parte. A avaliação é destacada pela imprensa especializada, que acompanha o tema há meses.
A China tem reforçado as restrições a importações de produtos Nvidia, ampliando a pressão sobre a presença da empresa no território. Em resposta, o governo chinês tem promovido alternativas locais para o desenvolvimento de IA, com fabricantes nacionais ganhando espaço na prática mesmo sem acesso direto às GPUs de ponta da Nvidia.
Para Huang, manter empresas americanas ativas na China seria uma forma de ampliar o ecossistema tecnológico dos EUA, em vez de reduzir a presença em um dos maiores mercados mundiais. O executivo sugeriu que políticas mais flexíveis poderiam evitar a dependência de ações contra rivais para sustentar a liderança tecnológica.
Crítica recorrente de Huang ficou também atrelada a impactos potenciais sobre a própria economia dos EUA. Em outubro de 2025, o CEO tinha afirmado que políticas voltadas contra a China poderiam afetar os EUA, e a diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, informou que, mesmo com liberações para venda de chips limitadas, a empresa não havia registrado receita com operações na China naquele momento.
China avança com fabricantes locais para suprir demanda interna. Huang destacou que o país possui condições favoráveis, como energia mais barata e uma base qualificada robusta, incluindo um grande contingente de especialistas em ciência e matemática, considerados tesouros nacionais. Com a saída da Nvidia, empresas chinesas recorreram a fabricantes nacionais de chips, como Huawei, Cambricon, Moore Threads e MetaX, ampliando a competição no setor.
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