- Um novo movimento progressista internacional surge para responder ao Trumpismo e às falhas da globalização, com liderança de Pedro Sánchez e Luiz Inácio Lula da Silva e participação de mais de quarenta países.
- O objetivo é redistribuir os ganhos da globalização, com propostas como taxação de bilionários, reforma do sistema financeiro global e aumento de investimentos para desenvolvimento.
- Também busca moldar as condições da globalização: fortalecer instituições multilaterais, regular o poder de big tech e assegurar que a globalização opere dentro de limites democráticos e sociais.
- A segurança e a paz aparecem como pilares, com ênfase na diplomacia, desescalada e respeito ao direito internacional, especialmente na governança de mercados, plataformas digitais e sistemas políticos.
- Ainda há desafios de unidade entre os líderes europeus e outros membros, com diferenças de visão sobre questões como Gaza e Ucrânia, e debates sobre o ritmo de transformação global.
O centro-esquerda ainda está vivo. Um movimento progressista emergente, em sintonia com críticas à globalização que não gerou ganhos para trabalhadores, ganha forma em nível internacional. A partir de Barcelona, líderes de várias nações trabalham para redesenhar o equilíbrio entre abertura econômica e regras democráticas.
A ideia central é ampliar a cooperação multilateral sem abandonar a globalização, preservando mercados abertos com salvaguardas. O encontro de Barcelona reuniu figuras de mais de 40 países da Europa, África e América para discutir um novo calendário de ações. A meta é responder ao avanço de políticas nacionalistas sem agrupar o mundo em blocos opostos.
Novo movimento progressista global
O projeto enfatiza redistribuição de ganhos da globalização, com propostas de taxação de fortunas, reforma do sistema financeiro internacional e investimento em desenvolvimento. Além disso, busca fortalecer instituições multilaterais e regular plataformas digitais, preservando o estado de direito e padrões democráticos.
A visão também privilegia a paz como alicerce da cooperação internacional. Em um cenário de conflitos crescentes, o texto aponta para diplomacia, desescalada e conformidade com o direito internacional para governar mercados e plataformas. A governança global é apresentada como requisito para estabilidade.
A liderança do espanhol Pedro Sánchez é destacada pela condução do processo. O apoio soma-se a uma renovada energia progressista vinda dos EUA, com surgimento de novas lideranças, como Zohran Mamdani, ajudando a dar legitimidade ao movimento perante a opinião pública.
Desafios e realinamentos
Histórico semelhante ao de figuras europeias de destaque, como Brandt e Palme, inspira a ideia de diálogo Norte-Sul para moldar uma ordem internacional mais justa. A diferença atual é que a nova agenda busca controlar de forma mais direta a economia, a tecnologia e a geopolítica, além de distribuir melhor os frutos da globalização.
No panorama político europeu, o movimento enfrenta limites impostos pela realpolitik. Vozes importantes defendem a necessidade de manter a segurança na região, o que complica a busca por uma unidade mais ampla entre os países. A tarefa é manter a coesão entre agendas diversas sem deixar de avançar em propostas centrais.
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