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Pecuaristas canadenses criticam avanço do acordo com Mercosul

Pecuaristas canadenses criticam o avanço das negociações Mercosul-Canadá, dizendo que importações já representam 30% do consumo doméstico e ameaçam a segurança alimentar

(Hermes Rivera/Unsplash)
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  • A Associação Canadense de Gado afirma que as importações de carne bovina do Canadá estão no patamar mais alto desde 1993, representando 30% do consumo doméstico.
  • O avanço das negociações entre Mercosul e Canadá para um acordo de livre comércio foi considerado pelos produtores como um risco à segurança alimentar do país.
  • Segundo a organização, o Canadá teria maior dependência de carne importada, com o Mercosul respondendo por 1% do consumo interno, abaixo de EUA (19%), União Europeia (7%) e Austrália (3%).
  • A CCA teme uma enxurrada de importações vindas do Brasil e da Austrália, devido a exclusões da China.
  • O presidente da CCA, Tyler Fulton, afirmou que a busca por um acordo acelerado com o Mercosul prejudicaria produtores canadenses e ressaltou benefícios da carne bovina criada no Canadá, com menor emissão e padrões de bem-estar.

A Associação Canadense de Gado (CCA), com sede em Calgary, crítica o avanço nas negociações entre o Mercosul e o Canadá para um acordo de livre comércio. A semana passada marcou o início de etapas para assinatura, segundo a entidade.

A CCA aponta que as importações de carne bovina canadense estão no patamar mais alto desde 1993, respondendo por 30% do consumo doméstico. Em comparação, EUA respondem por 19%, UE por 7% e Mercosul por 1%.

A entidade afirma que o Canadá pode enfrentar uma onda de importações vindas do Brasil e da Austrália, devido a exclusões da China. O órgão sustenta que a prioridade governamental às negociações com o Mercosul não reconhece os riscos para a segurança alimentar.

O presidente Tyler Fulton ressalta que a produção local tem menor emissão por unidade de carne e contribui para proteção de pastagens, ecossistemas e sequestro de carbono. A CCA destaca padrões de bem-estar animal e de trabalho na produção canadense.

Segundo a associação, o diálogo acelerado por parte do governo pode favorecer carne importada de países com normas mais brandas, o que, na visão da entidade, comprometeria a qualidade e a segurança alimentar.

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