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Preço do petróleo sobe 5% após ataques a navios no Golfo de Hormuz

Petróleo dispara após ataques no Estreito de Hormuz; EUA negam ataque a navio de guerra enquanto a tensão com o Irã se intensifica

Navios parados próximo ao estreito de Hormuz aguardam liberação em Omã
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  • O preço do petróleo subiu cerca de 5,66%, com o Brent em US$ 114,29 o barril às 7h15, após relatos de ataques a navios no estreito de Hormuz.
  • A agência de notícias iraniana Fars afirmou que o Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis, próximo a Jask, no golfo de Omã.
  • O Comando Central dos EUA negou que qualquer navio da Marinha norte-americana tenha sido atingido; o órgão disse apoiar o trânsito seguro no estreito.
  • O Irã também alegou ter atacado um navio-petroleiro ligado à ADNOC, perto de Hormuz, com drones, destacando que a passagem deve ser coordenada com as forças iranianas.
  • A região segue sob tensão, com as negociações entre Estados Unidos e Irã naquele momento sem acordo, enquanto o estreito de Hormuz permanece sob controle iraniano e o comércio continua sob pressão.

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (4) após novas ameaças entre EUA e Irã e relatos de ataque a navio de guerra americano próximo ao estreito de Hormuz. O barril Brent chegou a US$ 114,29 às 7h15, com alta de 5,66% antes de recuar.

A agência iraniana Fars informou que o país atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis perto de Jask, no Golfo de Omã, após o navio desrespeitar avisos para entrar no estreito de Hormuz. O estreito concentra cerca de 20% da produção global de petróleo.

O Comando Central dos EUA negou qualquer ataque a embarcação americana. Em X, órgão afirmou que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido e que as forças apoiam a busca pela passagem segura pelo estreito.

O preço do Brent subiu rapidamente após o anúncio iraniano, caiu quando EUA negaram, e voltou a subir diante de novas declarações de Teerã sobre restrições à passagem de navios no estreito. A volatilidade refletiu as tensões entre as duas potências.

Trump havia afirmado, em Truth Social, que os EUA comandariam um plano para orientar navios por Hormuz. A declaração ocorreu após o Irã sinalizar que não permitiria a entrada de embarcações americanas no estreito sem coordenação com o país.

O Irã informou que navios comerciais e petroleiros precisam operar apenas com autorização das forças armadas do país no estreito de Hormuz. A Guarda Revolucionária advertiu que quaisquer forças estrangeiras, especialmente os EUA, serão atacadas se se aproximarem da passagem.

O estreito permanece bloqueado desde 28 de fevereiro, com interrupções para navios sem aprovação do governo iraniano. Em abril, os EUA passaram a impedir tráfego de navios com autorização do Irã, ampliando tensões regionais.

Além de navios de guerra, o Irã afirmou ter atingido um navio-petroleiro ligado à ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, próximo ao estreito de Hormuz. O episódio foi divulgado pelo ministério das Relações Exteriores do Irã.

O ministério iraniano qualificou ataques a navios comerciais e ao estreito como pirataria por parte da Guarda Revolucionária, reforçando a narrativa de coerção econômica exercida pela região sobre rotas comerciais.

Executivos dos setores de transporte marítimo e petróleo destacaram a necessidade de fim das hostilidades e de acordos de paz para restabelecer o fluxo de comércio, segundo a Organização Marítima Internacional.

Questionado sobre a resposta dos EUA, o porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei criticou Washington e disse que o governo americano não deve assumir posturas rígidas que dificultem o diálogo.|

Norte-americanos e israelenses haviam suspendido bombardeios recentes, mas as negociações para retomar diálogos diplomáticos seguem sem avanços.

Questionada sobre a resposta à proposta de 14 pontos do Irã, a imprensa estatal informou que Washington encaminhou a resposta por Paquistão, e Teerã analisa o conteúdo. Autoridades iranianas sinalizam desejo de encerrar a guerra em várias frentes antes de tratar do programa nuclear.

As negociações para impedir o agravamento do conflito continuam incertas. Autoridades internacionais ressaltam que a estabilização da região depende de acordos para permitir a passagem segura de navios e o retorno de operações normais no estreito.

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