- Putin reforçou a segurança pessoal e de assessores por temores de golpe de Estado e de assassinato.
- O Kremlin instalou sistemas de vigilância nas casas de assessores próximos; cozinheiros, guarda-costas e fotógrafos foram proibidos de usar transporte público; visitas a Putin passam por duas revistas e assessores próximos usam telefones sem internet.
- O número de locais visitados regularmente por Putin foi reduzido; ele e a família deixaram de frequentar residências na região de Moscou e a Valdai.
- Putin não visitou instalações militares neste ano e tem passado semanas em bunkers reforçados, principalmente em Krasnodar.
- O contexto inclui ataques ucranianos, mortes de lideranças russas e a economia em dificuldades: queda de dois mil e vinte e seis nos dois primeiros meses, com revisão da projeção do FMI para dois por cento, além de cerca de quarenta por cento da capacidade de exportação de petróleo paralisada.
Um relatório de uma agência de inteligência europeia, obtido pela CNN, aponta que Vladimir Putin aumentou significativamente a segurança pessoal e de assessores. A medida ocorre em meio a temores de golpe de Estado e de assassinato do líder russo e de pessoas próximas.
Segundo a apuração, o Kremlin instalou sistemas de vigilância nas residências dos assessores mais próximos; cozinheiros, guarda-costas e fotógrafos passaram por restrições de transporte público. Visitantes de Putin são submetidos a duas revistas, e assessores próximos ao presidente passam a usar apenas telefones sem acesso à internet.
O relatório também aponta redução de locais visitados por Putin e pela família, que deixaram de frequentar residências habituais na região de Moscou e a cidade de Valdai. Além disso, o ditador não teria visitado instalações militares neste ano, com o Kremlin apresentando imagens gravadas de visitas para manter a percepção de normalidade. A atuação tem aumentado a permanência em bunkers reforçados, principalmente em Krasnodar.
Contexto econômico e político
Zyuganov, líder do Partido Comunista da Rússia, alertou em abril sobre possibilidade de revolução caso não haja resposta à crise econômica. Nos dois primeiros meses de 2026, o PIB russo caiu 1,8% frente ao mesmo período de 2025, apesar da alta de petróleo e gás e do relaxamento de sanções. O FMI elevou a projeção de crescimento deste ano de 0,8% para 1,1%.
Apesar da recuperação setorial da energia, o setor petrolífero russo enfrenta gargalos. Em março, a Reuters informou que cerca de 40% da capacidade de exportação de petróleo foi paralisada por ataques ucranianos à infraestrutura e pela apreensão de petroleiros.
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