- Alckmin diz que encontro entre Lula e Trump, em Washington, tem peso estratégico para a relação Brasil–Estados Unidos e para a agenda econômica brasileira.
- Lula tem viagem prevista para Washington na próxima quinta-feira, com o encontro no centro da agenda.
- Segundo o vice-presidente, os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o principal investidor no país.
- Ele destacou que as trocas vão além do comércio, envolvendo bens industrializados e investimentos de maior valor agregado.
- Alckmin criticou tarifas altas e ressaltou que o Brasil mantém saldo positivo na balança com os EUA, segundo dados do G20, além de apostar que a conversa pode ampliar o entendimento entre os governos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, nesta semana, tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil. Lula tem viagem marcada para a capital norte-americana nesta quinta-feira.
Segundo Alckmin, o encontro ocorre em um momento em que o comércio e os investimentos com os EUA seguem relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado. Ele ressaltou que os EUA são o terceiro parceiro comercial do Brasil, depois de China e União Europeia, e destacaram a importância dos investimentos americanos.
Alckmin também destacou o papel dos EUA como investidor no Brasil e comentou sobre o perfil das compras norte-americanas, que incluem bens industrializados. O vice-presidente afirmou que a relação tarifária deve melhorar para trazer previsibilidade e cooperação entre os dois países.
Afirmou ainda que o Brasil mantém superávit comercial com os EUA em dados do G20, o que significa saldo positivo na balança de bens e serviços, diferente do déficit observado com várias outras nações. Segundo ele, apenas três países, entre eles o Brasil, apresentam esse equilíbrio entre os dois países no grupo.
Para o vice-presidente, a interlocução direta entre Lula e Trump pode ampliar o entendimento entre os governos, fortalecendo a relação entre Brasil e EUA e beneficiando ambos os países.
Contexto econômico
Alckmin ressaltou que, além do fluxo comercial, os EUA são o principal investidor no Brasil, o que ele classificou como fator decisivo para a agenda econômica brasileira.
Perspectivas para as negociações
Ele indicou que a melhoria de previsibilidade regulatória e a redução de tarifas podem ampliar as oportunidades de cooperação entre os dois países, com foco em setores de maior valor agregado.
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