- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou no encontro EPC que a indiferença dos EUA com a security europeia é o “elephant in the room” e que a Europa depende demais da proteção americana.
- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reconheceu que as alianças europeias “não estão onde deveriam” e pediu rapidez para reforçar defesas, com enfoque em estreitar laços com a UE.
- O debate do EPC, realizado num complexo esportivo em Yerevan, centrou-se em segurança energética, defesa da democracia e apoio contínuo à Ucrânia, diante da pressão russa.
- O anúncio dos EUA de retirada de cinco mil tropas e de mísseis de bases na Alemanha intensificou a urgência entre os participantes.
- As negociações entre Reino Unido e União Europeia ganham força, com o possível ingresso do Reino Unido em um esquema de empréstimo liderado pela UE para a Ucrânia (valor entre £78bn e €90bn), sinalizando maior alinhamento europeu.
A reunião do EPC em Yerevan, Armênia, destacou dúvidas sobre a segurança europeia diante da política externa dos EUA. Macron afirmou que a indiferença americana representa o “elephant in the room” e que a Europa depende excessivamente do guarda-chuva de segurança dos EUA. O encontro serve para tratar energia, democracia e apoio a Ucrânia.
A pedido de maior clareza, o acordo entre países europeus foi marcado por tensões com Washington. O impacto econômico das guerras no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Hormuz também permeiam as discussões do grupo. Rússia, por sua vez, continua a pressionar na região.
Keir Starmer, premiê britânico, reconheceu que as alianças na Europa não estão onde desejariam. Ele pediu agilidade na defesa europeia e intensificação da cooperação com a UE, reforçando o alinhamento britânico com o bloco diante de desafios de segurança.
O evento ocorreu em um complexo esportivo de Yerevan, onde líderes europeus debateram estratégias de proteção democrática e apoio contínuo à Ucrânia. O foco inclui respostas a pressões externas e à necessidade de autonomia estratégica.
Trump tem alimentado críticas sobre o ritmo de gasto europeu com defesa. A Casa Branca anunciou a retirada de 5 mil soldados e de mísseis de bases na Alemanha, configurando uma mudança relevante para a dissuasão estratégica na região.
A ausência de orientação direta de Berlim ficou evidente. O chanceler alemão Friedrich Merz não participou, e suas críticas à política de Trump sobre o Irã contribuíram para estreitar o atrito entre EUA e Europa.
Nato e seus representantes destacaram que as tensões com Washington não impedem o diálogo. O secretário-geral, Mark Rutte, sinalizou ter ouvido as queixas de Washington, mantendo a cooperação com os aliados.
As discussões também abordaram as consequências econômicas da guerra entre EUA e Israel, com impacto sobre o fluxo de comércio global e o controle do Estreito de Hormuz, sob interferência regional.
Zelensky pediu aos aliados que mantenham a pressão sobre Moscou. O presidente ucraniano afirmou que o verão pode trazer decisões estratégicas de Vladimir Putin e ressaltou a necessidade de sustentar apoio militar.
O Reino Unido sinalizou maior cooperação com a UE, inclusive através de uma linha de crédito liderada pela UE no valor de 78 bilhões de libras para apoiar a Ucrânia. O governo londrino não comentou publicamente demandas da UE sobre contribuição anual de 1 bilhão de libras.
Analistas ressaltam que a autonomia estratégica europeia, citada pelos blocos, pode levar décadas. A hipótese é desenvolver capacidades próprias para conter a pressão dos EUA, mantendo, no entanto, um alinhamento suficiente para enfrentar emergências comuns.
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