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Trump promete desbloquear o Estreito de Ormuz apesar de ameaças do Irã

Trump planeja operação para desbloquear Ormuz com navios de guerra e mais de quinze mil soldados, diante de ameaça iraniana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que suas opções em relação ao Irã são “simplesmente bombardeá‑los até o inferno” ou “tentar fechar um acordo”.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou operação chamada Project Freedom para desbloquear navios parados no Estreito de Ormuz, a partir desta segunda-feira (4), com destróieres lançadores de mísseis, mais de cem aeronaves e 15.000 soldados.
  • A Marinha dos Estados Unidos deverá escoltar navios de países que não têm relação com o conflito, segundo Trump, que chamou a ação de gesto humanitário e de boa vontade em favor dos embarcados.
  • O Irã ameaçou atacar o Exército americano caso a operação seja colocada em prática; autoridades iranianas dizem que qualquer intervenção será considerada violação de cessar-fogo vigência desde 8 de abril.
  • O bloqueio já elevou os preços do petróleo, com o Brent próximo de US$ 108,59 por barril; estima-se que cerca de 20 mil marinheiros estejam envolvidos na situação, que afeta o tráfego no estreito desde fevereiro.
  • O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a reabertura do estreito após diálogo entre Irã e Estados Unidos; o Irã apresentou nova proposta às autoridades norte-americanas, que respondeu, mantendo tensão nas negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma operação para desbloquear o Estreito de Ormuz, com início nesta segunda-feira (4). A ação envolve destróieres lança-mísseis, mais de 100 aeronaves e 15 mil soldados, segundo o Centcom, o comando americano para o Oriente Médio. A Marinha dos EUA deverá escoltar navios de países não envolvidos no conflito.

Trump afirmou que a missão, batizada de Project Freedom, visa manter a passagem aberta para navios afetados pelo fechamento do estreito. O objetivo é facilitar o trânsito de mercadorias, em especial petróleo, que atualmente sofre interrupções desde o início do conflito.

Caso encontre resistência do Irã, os EUA indicaram que podem usar a força. O presidente destacou ainda que houve avanços em discussões com Teerã, mediadas pelo Paquistão, embora o Irã tenha advertido que ataques americanos serão respondidos com decisão.

O Irã reagiu com postura firme. O general Ali Abdollahi afirmou que qualquer aproximação de forças estrangeiras ao estreito será alvo de ataque. A presidente da comissão de Segurança Nacional iraniana citou que a intervenção violaria o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

Desde o bloqueio, o Irã impede a passagem de grande parte do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Washington também bloqueou portos iranianos no início de abril, no contexto de hostilidades em alta.

Macron pediu a reabertura do estreito após conseguir suposta concertação entre Teerã e Washington, mas mostrou ceticismo quanto à nova operação. O presidente francês destacou a falta de clareza na iniciativa anunciada por Trump.

Preços do petróleo reagiram ao fechamento do estreito, com o Brent em alta recente. Nesta segunda, os mercados asiáticos mostraram leve recuo em comparação aos picos anteriores, refletindo a volatilidade da região.

Dados de monitoramento apontam que quase 913 navios comerciais estavam no Golfo em 29 de abril, incluindo 270 petroleiros. O total envolve cerca de 20 mil tripulantes, segundo autoridades de segurança marítima.

A crise envolve também negociações sobre sanções, retirada de forças e mecanismos para Ormuz. Teerã apresentou uma nova proposta a Washington, que teria respondido no fim de semana, segundo a agência Tasnim.

Esmaïl Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o foco atual é encerrar a guerra. Ele pediu que os EUA abram mão de exigências consideradas excessivas para avançar as negociações.

A questão nuclear segue como tema sensível, com EUA e Israel buscando restrições ao programa iraniano, que nega intenções de desenvolver armas nucleares. As partes defendem diferentes cenários para o desfecho do conflito.

*Com agências*

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