- Os países da União Europeia pressionam pela rápida implementação da parte do acordo com os EUA para evitar tarifas automotivas mais altas.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aumentará as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25% na próxima semana, por não cumprirem o acordo de julho.
- Nove meses após o acordo, a UE ainda não removeu as tarifas sobre produtos industriais importados dos EUA, e a legislação foi suspensa duas vezes.
- O Parlamento Europeu e o Conselho devem retomar as negociações na quarta-feira (6) para estabelecer salvaguardas e avançar com a implementação.
- Líderes da UE, como o alemão Friedrich Merz e o chefe do Partido Popular Europeu, defendem conclusão rápida para permitir a aprovação parlamentar ainda neste mês.
Dois meses após o acordo entre União Europeia e Estados Unidos, o bloco pressiona pela rápida implementação da parte que reduz tarifas sobre produtos importados dos EUA. Diplomatas da UE informam que a conclusão depende do Parlamento Europeu e do Conselho agilizar a legislação pertinente.
Ameaças de Trump, anunciadas na sexta-feira passada, de elevar tarifas de carros e caminhões da UE a 25% na próxima semana, acenderam o debate sobre o cumprimento dos termos pactuados em julho, na Escócia. A UE ainda não removeu as tarifas industriais sobre produtos dos EUA.
Avanços e posições
Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho devem retomar na quarta-feira as negociações sobre as salvaguardas necessárias. O objetivo é permitir a implementação rápida da parte do acordo pela UE antes de novas tarifas.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, alertou que os EUA já finalizaram o acordo, enquanto a UE ainda não, o que reforça o apelo por um acordo célere entre as instituições europeias. Merz aponta para o impacto que as medidas podem ter na indústria alemã.
Manfred Weber, líder do maior grupo no Parlamento, pediu conclusão rápida para que o Parlamento aprove o texto ainda neste mês. Bernd Lange, presidente do comitê de comércio, destacando o comportamento de Donald Trump como inaceitável, planeja reunir parlamentares na quarta para discutir próximos passos.
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