- A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, pode pegar prisão perpétua na Itália pela morte do ex-namorado Fabio Ravasio, de 52, ocorrida em agosto de dois mil e quatro.
- O crime aconteceu na noite de 9 de agosto de 2024, quando Ravasio, que voltava de bicicleta, foi atropelado em Parabiago, na Lombardia; ele não resistiu aos ferimentos.
- Além de Adilma, sete réus respondem no processo; a promotoria pediu prisão perpétua para Mirko Piazza, Mohamed Dahibi, Fabio Lavezzo e Marcello Trifone, 24 anos para Igor Benedito e Massimo Ferretti, e nove anos e quatro meses para Fabio Oliva.
- O Ministério Público sustenta que Adilma planejou o crime para ficar com o patrimônio de cerca de 3 milhões de euros de Ravasio; promessas de compra de casas teriam sido feitas aos demais réus.
- Adilma tem histórico criminal na Itália, incluindo investigação por homicídio de seu segundo marido em 2011 e passagem por tráfico de drogas; não se tem opinião ou conclusão final sobre o caso.
Uma brasileira pode enfrentar prisão perpétua na Itália após ser acusada de premeditar o homicídio do ex-namorado. Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, é chamada de Louva-a-Deus de Parabiago pela imprensa local e é alvo de investigação por homicídio.
O crime ocorreu na noite de 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na Lombardia. Fabio Ravasio, italiano de 52 anos, voltava de bicicleta quando foi atropelado na estrada provincial. Ele recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
Além de Adilma, sete réus respondem no caso. O Ministério Público pediu prisão perpétua para Mirko Piazza, Mohamed Dahibi, Fabio Lavezzo e Marcello Trifone; 24 anos para Igor Benedito, filho da acusada, e Massimo Ferretti; e 9 anos e 4 meses para Fabio Oliva.
Contexto do processo
Benedito é filho de Adilma; Trifone e Massimo teriam tido relação com a brasileira. Ela vivia com Ravasio desde o nascimento dos gêmeos do casal, há nove anos, embora ainda fosse casada formalmente com Ferreti desde 2016.
Segundo o Ministério Público, cada réu teve papel específico, desde dirigir o veículo até distrair a vítima. Todos, com exceção de Oliva — mecânico que providenciou o carro —, são acusados de premeditação.
A juíza Anna Giorgetti aponta que Adilma planejou o crime para ter acesso ao patrimônio de cerca de 3 milhões de euros de Ravasio, pai de dois dos sete filhos do casal. Promessas de imóveis teriam sido feitas aos demais envolvidos.
Histórico da acusada
Origem da investigada é o Rio Grande do Norte. Ela já é investigada por homicídio de seu segundo marido, em 2011, e já cumpriu pena por tráfico de drogas na Itália, após ser flagrada com 12 quilos de cocaína.
A morte de Della Malva, inicialmente descrita como mal súbito, depois foi tratada como homicídio. A investigação aponta que a vítima foi forçada por um amante de Adilma a ingerir cocaína, resultando em overdose.
Autoridades descrevem a brasileira como gananciosa, com o dinheiro no centro de sua vida. Os relatos sugerem que o crime teria tenido o objetivo de assegurar herança de bens, incluindo relógios valiosos.
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