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Cessar-fogo com Irã não acabou, diz Hegseth apesar de ataques em Ormuz

Hegseth afirma que cessar-fogo com o Irã não acabou, apesar dos ataques em Ormuz, com EUA mantendo operação de escolta de navios comerciais

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa durante uma coletiva de imprensa sobre a ação militar dos EUA no Irã, no Pentágono, em Washington, D.C., em 2 de março de 2026
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã “não acabou”, mesmo com ataques no Estreito de Ormuz na véspera; Trump autorizou operação da Marinha para escoltar cargueiros na região.
  • Hegseth disse que os EUA se defenderão agressivamente e que a decisão de ampliar ou não o conflito cabe ao presidente.
  • Ele afirmou que a extorsão iraniana no Estreito de Ormuz termina com o Projeto Liberdade, e que a passagem de dois navios americanos pela hidrovia comprova que está “limpa”.
  • O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, classificou as ações iranianas como de baixo nível, equivalentes a assédio, e disse que retomar ataques é uma decisão política, não militar.
  • O Irã, representado por Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou que o país “ainda nem começou” o confronto; a região continua com mais de vinte mil marinheiros em aproximadamente 1.550 navios mercantes ilhados.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã não acabou, apesar dos incidentes no Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu após autoridades pressionarem por uma resposta dos EUA à escalada na região. A operação militar anunciada pelo governo americano busca restabelecer a passagem de navios comerciais.

A fala de Hegseth ocorreu em coletiva de imprensa. Ele disse que os EUA têm o direito de se defender de forma agressiva, dependendo de como a situação evoluir. O ministro destacou que o Irã sabe disso e que o presidente pode decidir se o cessar-fogo é violado.

Ao lado dele, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, classificou as ações iranianas como de baixo nível, descrevendo-as como assédio. Questionado sobre o momento de retomar ataques, Caine disse que essa decisão seria política, não militar.

Tensões em alta

Antes, o principal negociador iraniano alertou que o Irã ainda não iniciou o confronto pelo Estreito de Ormuz. O ministro afirmou que o Iran mantém o controle da passagem e que houve ataques contra navios militares e civis na região.

O recrudescimento ocorre após Trump anunciar a operação de escolta de navios no estreito. O objetivo do chamado Projeto Liberdade é guiar cargueiros retidos no Golfo Pérsico, segundo informações oficiais. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 navios estariam afetados, conforme a UKMTO.

O Irã também relatou ataques a instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, enquanto o país árabe condenou a escalada e afirmou ter o direito de responder. O conflito envolve uma passagem estratégica que, até então, sediava parte relevante do comércio de petróleo e gás.

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