- O cessar-fogo entre Irã e EUA, já de um mês, enfrenta nova crise após ataques com mísseis iranianos miraarem os Emirados Árabes Unidos; Washington afirma que a trégua permanece, apesar da escalada.
- Nos últimos dois dias, o Irã teria causado danos a navios no Golfo e Teerã divulgou mapa ampliando áreas sob controle, aumentando o risco para o trânsito no estreito de Hormuz.
- Os Estados Unidos disseram ter destruído seis barcos iranianos, além de mísseis lançados e drones; Navios comerciais são incentivados a transitar pelo estreito, numa operação temporária.
- O porta-voz do parlamento iraniano classificou a continuidade da tensão como insustentável para os EUA; Teerã nega que as travessias tenham ocorrido e acusa ataques a civis.
- Diplomacia facilitada pelo Paquistão continua, com uma proposta de paz iraniana em 14 pontos apresentada aos EUA; Islamabad aponta progresso e redução de lacunas, embora sem resultados formais até o momento.
O cessar-fogo entre Irã e EUA, vigente há um mês, entrou em nova crise após ataques de mísseis iranianos contra os Emirados Árabes Unidos. A coalizão tenta manter o estreito de Hormuz aberto, como parte de operações de reabertura do corredor marítimo.
O confronto ocorreu em meio a uma escalada de violência recente. O Irã afirma ter resposta militar ao que classifica como adventurismo dos EUA, enquanto Washington mantém a pressão para passagem de navios comerciais pelo estreito.
No último fim de semana, o comando americano informou que derrubou seis barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após Trump enviar navios de guerra para orientar petroleiros na região. A operação é apresentada como temporária e não implica fim do cessar-fogo.
Tensão no estreito e impactos globais
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reafirmou que o cessar-fogo permanece, mas que vigilância permanece alta. O encontro com a imprensa ocorreu enquanto dezenas de navios aguardavam passagem pelo estreito.
O Parlamento iraniano, representado pelo porta-voz Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Washington violou o acordo e que a situação é insustentável para os EUA. Não houve reação oficial imediata de Teerã aos novos relatos de ataques.
O estreito de Hormuz concentra cerca de 20% do petróleo e gás líquidos globais, mas permanece praticamente fechado desde ataques na região, aumentando riscos para o tráfego marítimo e pressões econômicas internacionais. O conflito envolve bloqueios iranianos às portas do país e contra-ataques dos EUA.
Avanços diplomáticos e perspetivas
Como pano de fundo, Washington e Teerã mantêm negociações em Islamabad, com a primeira rodada de contatos presenciais ocorrida no mês anterior. Esforços para novas reuniões ainda não tiveram desfecho concreto.
O Irã apresentou uma proposta de paz de 14 pontos via Paquistão, com provável foco na suspensão de bloqueios e em um novo mecanismo para gerir o estreito. A imprensa iraniana descreve o documento como plano abrangente com implementação em 30 dias, não apenas cessar-fogo.
Um alto funcionário paquistanês envolvido nas negociações informou que as partes teriam reduzido lacunas em vários temas, mantendo o diálogo em curso. O ministério das relações externas iraniano sinalizou avanços, com alerta para evitar entrar em uma armadilha.
A diplomacia permanece em curso, com a mídia estatal iraniana destacando ataques a Emirados na segunda-feira como resposta à atuação militar dos EUA. O mapa apresentado por autoridades iranianas mostra área marítima expandida, incluindo Fujairah e Khor Fakkan, no Golfo de Omã, sobrepondo-se à região do estreito.
Entre na conversa da comunidade